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Digno de Nota

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

“PANTEÃO” (Sam Bourne)

Mas e se, apenas uma vez, deixarmos que a guerra siga seu curso? E se deixarmos que ela aja como a natureza pretende, como um fogo purificador que pode queimar toda floresta, destruindo as árvores podres, deixando apenas aquelas plantas e flores que forem belas e fortes o bastante para sobreviver?
Imaginem o capital humano que restaria: apenas os melhores.
p. 329
~~~*~~~
Sinopse:

James Zennor, um jovem e brilhante acadêmico da Universidade de Oxford, rema sozinho numa manhã esplendorosa de julho amaldiçoando a si mesmo e ao mundo por ter sido considerado inapto a servir na guerra contra Hitler. Ferido no ombro quatro anos antes, enquanto lutava nas Brigadas Internacionais durante a guerra civil espanhola, ele tenta lidar com o trauma de ter visto o melhor amigo ser morto no conflito e com a frustração por não poder combater pela Inglaterra. Florence, sua esposa, seria sua tábua de salvação, mas o temperamento explosivo de James e seus constantes pesadelos fazem com que o casamento se deteriore a cada dia.

Por isso, ao voltar de seu exercício matinal e descobrir que seu filho e sua esposa desapareceram, James tem certeza de que ela decidiu abandoná-lo por não suportar mais viver com um inválido. Porém, Florence deixa um bilhete dizendo que ainda o ama… E James desconfia de que há algo errado. Ele decide então iniciar uma busca frenética por um país assolado pela guerra. As pistas o levam de Oxford a Liverpool, de Liverpool ao outro lado do Atlântico. Seu destino: Yale uma das maiores universidades norte-americanas.
Enquanto a Europa é devastada pela guerra, os Estados Unidos hesita em se unir à luta contra o nazismo. James é conduzido por um caminho tortuoso através dos clubes de elite e das sociedades secretas de Yale até o coração das instituições americanas. Aos poucos ele descobre que o desaparecimento da esposa e do filho pode estar relacionado a uma terrível conspiração, uma trama capaz de alterar o equilíbrio de poder em um mundo volátil e liquidar a Inglaterra de uma vez por todas. O destino da Europa agora reside nas mãos de um homem inapto a lutar na frente de batalha, que deve salvar não apenas a família mas também seu país.
~~~*~~~
Panteão – quinto thriller de Sam Bourne – foi uma leitura repleta de tensão. Dessa vez, Bourne nos leva ao final da década de 1930 e início de 1940, em um momento de grande aflição na Europa – período que antecede a Segunda Guerra mundial.

Esse é o terceiro livro que leio do autor e pude perceber uma estrutura narrativa um tanto diferente em Panteão. A principio, o leitor encontra um enredo que lembra mais um drama familiar do que um thriller. Isso se deve principalmente pelo foco dado nos problemas familiares, conjugais e traumas passados vividos por James Zennor, nosso protagonista. Mas não se enganem… tenho certeza de que esse artificio foi proposital, pois vamos descobrindo os meandros da trama ao mesmo tempo que James. A ideia de que tudo foi desencadeado por problemas pessoais, vai se mostrando sem fundamento ao longo do livro. Quando menos esperamos, nos vemos envolvidos em uma ousada conspiração.

Os personagens são extremamente humanos, mas o foco está em torno do protagonista. Florence tem uma participação tímida, acabamos conhecendo sua história através das lembranças de James. Este, por sua vez, é apresentado ao leitor como um homem complexo, marcado tanto no corpo quanto na mente. Bourne foi muito meticuloso ao tecer a personalidade de James. Ele é descrito como um homem inteligente, que defende seus ideais e um tanto temperamental; mas que depois de ser ferido em combate se tornou uma pessoa marga, atormentado por pesadelos e propenso a acessos de raiva. Imprevisível… ora amável, ora violento. Na década de 1940, a neurose traumática de guerra ainda era pouco estudada e descrita na literatura, mas Bourne contextualiza o assunto de maneira impecável – sem exceder os conhecimentos da época ou deixando a história menos crível.

Em vários momentos James me tirou do sério, sua falta de controle só minava as chances de conseguir qualquer informação e atrapalhava a busca. Suas ações eram tão estupidas que cheguei a desejar que ele sumisse do mapa! Porém, o autor também soube trabalhar esse aspecto, pois ao longo do livro faz com que James tome consciência do problema e se esforce para dominar sua fúria.

A segunda guerra Mundial foi um período sombrio para a humanidade. Não só pela violência, fome e escassez comum a todas as guerras, mas pelos ideais que motivaram homens a praticar atos desprezíveis. Todos conhecemos os fundamentos que alicerçaram o regime nazista – o pangermanismo e antissemitismo –, mas existiam também outras crenças tão perigosas quanto. O mais perturbador é que algumas eram difundidas como ensinamentos científicos.

Enfim, Panteão é um thriller de conspiração que mescla de forma atraente drama, história, ciência e sociedades secretas. Este não poderia faltar. rsrs
Para quem gosta de um bom mistério, o livro será diversão na certa!

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