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Digno de Nota

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

“PRISIONEIRO DA SORTE” (Jeffrey Archer)

(…) todos nós sofremos, de modo diverso, 
com as correntes que nos são impostas desde o berço.
p. 486
~~~*~~~
Após pedir Beth Wilson em casamento, Danny Cartwright convida Bernie, seu melhor amigo e cunhado, para comemorar em um wine bar. Era para ser a noite mais feliz da vida de Danny e Beth, mas a data foi marcada por morte e desespero. O clima começou a esquentar quando quatro frequentadores do pub decidiu insultá-los. Decididos a evitarem problemas, saem do estabelecimento, mas são emboscados no beco atrás do bar. A situação sai do controle e eles entram numa violenta briga.

Durante a confusão, Bernie é esfaqueado e morre a caminho do hospital. Danny foi encontrado na cena do crime ao lado do amigo fatalmente ferido, coberto de sangue e segurando a faca que o havia golpeado.  Todas as provas apontam para ele... se tornou vitima das circunstancias e de uma conspiração que culminou em sua prisão.

Mas foi o testemunho dos quatro homens que provocaram toda confusão, – Spencer Craig, Lawrence Davenport, Gerald Payne e Toby Mortimer – que levaram Danny a ser condenado a 22 anos de prisão por homicídio. Nem mesmo o depoimento de Beth conseguiu convencer os jurados da inocência de Danny. Quem acreditaria num mecânico sem instrução e numa noiva apaixonada, contra o testemunho de homens bem-sucedidos e cultos?

Mesmo sendo mandado para a penitenciara de segurança máxima mais rigorosa da Inglaterra, ele não perdeu a esperança de provar sua inocência. Contando com o apoio de dois companheiros de cela - Nicholas Moncrieff e Big Al, Danny tenta se adaptar a sua nova rotina e se prepara para recorrer da decisão do jure. Porém, o destino lhe reservou mais um golpe… seu recurso foi negado.

Assim, Danny não vê outra saída a não ser buscar justiça por outros meios. E quando uma oportunidade surge, ele a agarra com unhas e dentes… Sua vingança está toda planejada e ele está decidido a fazer com que seus inimigos paguem pelo crime que cometeram.
~~~*~~~
Prisioneiro da Sorte do autor britânico Jeffrey Archer foi uma leitura danada de boa! O livro é um thriller irresistível. Jeffrey Archer reverencia e faz uma releitura do clássico de Alexandre Dumas – O Conde de Monte Cristo – e cita a obra em vários momentos, tornando a história ainda mais atraente. Apesar de ser extenso, com pouco mais de 500 páginas, a leitura flui rapidamente e nos envolve do inicio ao fim.
A trama apresenta inúmeros desdobramentos antes de ser direcionada para uma resolução definitiva. A história é dividida em seis partes, cada uma visando um momento especifico da vida de Danny. O foco do enredo é a busca de Danny Cartwright por justiça, mas para que esse momento chegue de maneira coesa o autor precisou preparar o terreno e dar condições ao protagonista de alcançar seu objetivo.

É nesse ponto que faço minhas criticas. Para conseguir tal feito, Archer pesou a mão em alguns aspectos da trama, como o excesso de coincidências, facilitações e comodidades que agilizaram e simplificaram a vingança de Danny. Outra situação que se mostrou pouco plausível, foi o fato do autor apresentar Danny como um analfabeto. No  inicio do livro Archer afirma que Danny frequentou o colégio, o que torna ainda mais improvável sua falta de instrução. Num primeiro momento pensei que ele fosse disléxico, mas ao longo do livro percebemos que esse não é o problema. Um furo básico no enredo.

Essas particularidades tornaram a trama menos crível e um tanto previsível para mim, no entanto não diminuem a engenhosidade do autor. Os diálogos são excelentes, principalmente os discursos e réplicas apresentados no tribunal durante os julgamentos.
Confesso que senti falta de um “ramo” policial na história. O leitor é introduzido diretamente no julgamento e na sucessão de artifícios empregados para condenar Danny. Não temos uma linha investigativa para corroborar as acusações da promotoria. É tudo baseado no depoimento de testemunhas e provas circunstanciais. Até mesmo o objetivo de Danny, que era provar sua inocência, foi alcançado meio que as avessas.

Apesar de Prisioneiro da Sorte possuir uma história ágil e cativante, o suspense característico nos thrillers não está presente. Mas isso não representa algo negativo, de forma alguma. O autor conduz a história por caminhos em que o leitor antecipa facilmente os desdobramentos que serão apresentados, porém a falta de surpresas e previsibilidade foram superadas pela forma inteligente que a história foi desenvolvida. Mesmo sabendo o que provavelmente aconteceria, eu não consegui largar o livro!

Prisioneiro da Sorte  é diversão garantida. Leitura mais que recomendada!

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