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Digno de Nota

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

“FILHOS DO ÉDEN: Herdeiros de Atlântida” (Eduardo Spohr)


As civilizações antediluvianas tinham consciência do poder da alma imortal, a maior de todas as dádivas humanas, o presente divino que foi negado aos celestes. Agraciados com o livre-arbítrio, os povos antigos traçaram seu próprio destino, erigiram nações magníficas e avançaram no estudo da mágica.
Nós, espíritos imortais, nos tornamos seus mentores, o que irritou os arcanjos. Assim… Miguel decidiu retomar a política dos grandes massacres e exterminar cada mortal sobre a terra.
Pag. 274

~~~*~~~
Há milênios o céu está em guerra. O conflito militar entre o arcanjo Miguel e o exército rebelde de Gabriel assolam o paraíso celeste. Enquanto o paraíso queima nesse violento embate, os beligerantes suspendem as hostilidades na Terra, porém sem pôr fim ao estado de guerra. Essa trégua pode ser rompida ao menor sinal de instabilidade.
Kaira – Centelha Divina – uma ishim mestre na província do fogo, e Zariom, o querubim que a protege, estão no mundo físico investigando a possibilidade de que o tratado de paz tenha sido violado.

Quando a capitã do exército rebelde e seu protetor desaparecem, dois anjos são enviados à Terra em uma perigosa missão de resgate. Levih – conhecido como Amigo dos Homens –  fora designado como líder da missão. Ele pertencia a casta dos ofanins, a ordem dos anjos protetores e defensores da espécie mortal. Seu companheiro, Urakin – Punho de Deus – é um querubim, um anjo guerreiro que não aprecia a desordem dos homens.

Seguindo pistas, Levih e Urakin vão para Santa Helena, região serrana do Rio de Janeiro. Eles encontram a ishin, mas ela não parece uma celestial. Kaira está vivendo como humana… estuda na universidade de Santa Helena, tem um namorado e acredita que seu nome seja Raquel. A missão de resgate se mostrará mais complexa do que eles esperavam. Kaira não se lembra de seu passado, reluta em libertar-se de suas falsas memórias e em acreditar que seja um anjo. Porém, enquanto Levih e Urakin tentam convencê-la de sua real natureza, eles são atacados por celestiais partidários do arcanjo Miguel. 
Kaira é gravemente ferida e só uma pessoa no plano terreno pode salvá-la... Denyel é um querubim exilado, um guerreiro assassino que lutou a favor do inimigo. Apesar da desconfiança e oposição de Urakin, Levih decide colocar kaira aos cuidados de Denyel. O exilado faz uma barganha com Levih…tratará dos ferimentos de kaira em troca de anistia. Indigno de confiança e solitário na Terra, o ex-agente do arcanjo Miguel aproveita a oportunidade para participar da missão.

Durante a investigação, o grupo se deparam com uma conspiração que poderá decidir e pôr fim à Guerra Civil. A mente por trás de tal plano é Andril – o Anjo Branco – um ishin que manipula o frio e o gelo. Cruel e inescrupuloso, Andril está disposto a tudo para encontrar Athea, uma das colônias remanescentes de Atlântida. A colônia atlante esconde segredos inimagináveis, passagens a dimensões superiores que poderiam facilitar a infiltração e a derrota do exército rebelde de Gabriel.

Os celestiais rebeldes não poderiam permitir tal abominação. Em uma corrida contra o tempo, Kaira, Denyel, Levih e Urakin precisam frustrar os planos do Anjo Branco e seus asseclas.
Mas essa é apenas uma das muitas facetas desse conflito. Enquanto Miguel e Gabriel estão ocupados com as batalhas da Guerra Civil, uma figura temida e misteriosa faz seus primeiros movimentos nesse jogo milenar. O primeiro Anjo, antigo líder dos Sentinelas, está de volta e sedento por vingança…
~~~*~~~
“Herdeiros de Atlântida” é o primeiro livro da série Filhos do Éden escrita pelo autor brasileiro Eduardo Spohr. O autor deixa claro que Filhos do Éden é uma série independente, e não uma continuação de “A Batalha do Apocalipse”. Porém, no início da trama precisei focar minha atenção em detalhes que, para mim, ainda eram estranhos, como: a hierarquia entre os celestes, a divisão das castas com suas particularidades e a evolução da guerra. Entretanto, o autor conseguiu esclarecer todas as minhas dúvidas através do personagem de Kaira, que na trama também não entende as regras desse universo.
A narrativa ágil e a linguagem escrita cativante, me envolveram de tal forma que, em um piscar de olhos, mergulhei de cabeça nessa aventura.

Os personagens são muito bem construídos, tanto no aspecto emocional quanto no psicológico. Com seu humor ácido e diálogos carregados de ironia, Denyel cativa o leitor desde o início. Ele faz o tipo cafajeste, meio desleixado e beberrão; mas é exatamente esse seu jeito indomável que faz dele um personagem inesquecível. Urakin, com seu jeitão briguento, está sempre batendo de frente com Denyel. As discussões e alfinetadas entre eles são impagáveis. Mas achei Levih um pouco irritante. Sua personalidade compassiva me deixou com os nervos a flor da pele.

A narrativa é muito vívida e fui surpreendida por algumas descrições verdadeiramente inquietantes. Confesso que fiquei impressionada com uma das cenas descritas no capítulo "Apartamento 617". Quem leu me diga se também achou a situação aflitiva.

A trama complexa e bem fundamentada em um cenário repleto de fantasia e ação, me deixaram colada às páginas do início ao fim.

Spohr, Eduardo.Herdeiros de Atlântida. Verus, 2011. 476 p. (Filhos do Éden, Vol. 1)

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