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Digno de Nota

segunda-feira, 13 de abril de 2015

“A URNA SAGRADA” (Bob Hostetler)

“A fé é a certeza do que se espera, a convicção de fatos que não se veem.” – Epístola de São Paulo aos Hebreus
p. 151
~~~*~~~
Sinopse:

Randall Bullock lida com fatos. Como arqueólogo, cabe a ele decifrar vestígios de civilizações antigas. Como viúvo, deve aprender a conviver com a morte da estimada esposa de muitos anos, o amor de sua vida. Como pai… bem, Rand não sabe o que fazer. Seu relacionamento com a filha Tracy, de 19 anos, está cada dia pior e promete ficar ainda mais complicado quando ela é expulsa da faculdade e vai encontrá-lo no sítio arqueológico onde ele está no momento, em Israel.

Trabalhar nessa região é cada dia mais perigoso e, ao ser designado para um novo local, Randall precisa da ajuda da bela oficial da bela oficial da polícia israelense Miri Sharon. Mas a real surpresa para os dois – e para Tracy, que ajuda nessa empreitada – está por vir. Dois ossuários estão enterrados no local, e um deles contém um pergaminho capaz de legitimar a existência de figuras bíblicas e, mais importante, comprovar a ressurreição de Jesus Cristo. 

Pai e filha entram numa corrida para autenticar o incrível achado, independentemente do que as autoridades, a imprensa e os arqueólogos rivais pensem. Forçado a encarar o poder dessa revelação histórica, Randall deve confrontar suas próprias crenças — ou a falta delas — enquanto tenta evitar que as consequências de sua descoberta tenham uma reviravolta desastrosa.
~~~*~~~
A Urna sagrada do autor Bob Hostetler foi uma leitura que me causou certo desapontamento. Sou fã confessa de thrillers histórico-religiosos e não me importo de serem taxados como literatura de entretenimento e comerciais. Assim que li a sinopse de A Urna Sagrada – cujo enredo promete um mistério em torno de uma descoberta arqueológica, história e aventura – o livro entrou para minha lista de desejados. Entretanto, o livro não atingiu minhas expectativas.

Na primeira metade do livro a história é muito envolvente. Os capítulos são curtos e divididos entre relatos nos dias atuais e no passado – entre 18 d.C. e 37 d.C.. O protagonista, Randall Bullock, torna-se o arqueólogo responsável pela análise de um túmulo judeu descoberto acidentalmente em um canteiro de obras em Talpiot, sul de Jerusalém. Nesse túmulo, são encontradas duas urnas – ossuários – que podem ter mais de 2000 anos e trazer certa “luz” em relação à morte de Jesus. Para Randall, a descoberta pode significar um recomeço profissional, já que após a morte de sua esposa ele se tornou um homem um tanto amargo. Negligenciou o trabalho e se manteve afastado de sua filha, Tracy.

Assim, além de explorar o mistério em torno das urnas, Hostetler também introduz um drama familiar e foca no estado emocional e na reaproximação de Randall e Tracy. O livro tinha tudo para ser uma aventura incrível, mas o autor perdeu o foco. Bob Hostetler usou da descoberta arqueológica para explorar a religiosidade dos personagens. Na última parte do livro, todo o mistério em torno das urnas é deixado em segundo plano e a história passa a focar fé, espiritualidade e doutrina cristã.

Se tal tema fosse introduzido sem negligenciar todo o enredo inicial, a história seria muito legal. O autor não soube dar seguimento aos desdobramentos da trama, que ficaram mal arreamatados. O fato da descoberta histórica comprovar fatos bíblicos e fortalecer a fé dos personagens não é o problema. O que me incomodou foi o autor abandonar toda a trama inicial e adotar, de uma hora para outra, uma narrativa com tom de pregação. Só faltou o livro terminar com um “amém”.

O quadro geral ficou pior quando o autor inseriu um arremedo de reviravolta no final da história. A autenticidade da descoberta de Randall é posta em dúvida, porém mais uma vez o autor deixou o tema de lado e não finalizou a trama. 

Resumindo, fechei o livro sem entender muito bem qual o objetivo do autor com essa linha de narração, pois nenhuns dos temas iniciados foram concluídos. Mais tarde, lendo a orelha do livro, descobri que Bob Hostetler é um pastor. Então, fica claro que a intensão do autor era propagar uma mensagem de fé e reencontro com Deus. O mistério arqueológico foi apenas um artifício para alcançar tal objetivo. Uma pena, pois foi um balde de água fria ver todo o enredo inicial ser mal finalizado.

A Urna Sagrada é um livro que talvez não agrade a todos os fãs do gênero, principalmente aqueles que acham indispensável um thrillers de mistério arqueológico ter um enredo com o mínimo de continuidade. Mas o livro é uma boa pedida para leitores que procuram histórias cujo objetivo é fazer uma reflexão sobre relacionamento familiar e que transmitem uma mensagem de crescimento emocional e espiritual. 

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