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Digno de Nota

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

“LUGARES ESCUROS” (Gillian Flynn)

Eu tenho uma maldade dentro de mim, tão real quanto um órgão. Corte minha barriga e talvez ela escorra para fora, viscosa e escura, e caia no chão para que você possa pisar nela. É o sangue dos Day. Há algo de errado com ele. Nunca fui uma boa menina e piorei depois dos assassinatos (...)
p. 07
~~~*~~~
Libby Day era criança quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no que ficou conhecido como o Sacrifício Satânico de kinnakee. A menina escapou, correndo em direção à neve congelante do rigoroso inverso do Kansas, e ficou famosa ao dar um depoimento afirmando que Ben, o irmão de quinze anos, era o assassino.

Vinte e quatro anos depois, Ben está na cadeia e a problemática Libby vive com o pouco dinheiro que sobrou de uma poupança criada por doadores que há muito se esqueceram dela.
Justamente quando se dá conta de que não mais como se manter, Libby é interpelada por integrantes de uma sinistra sociedade secreta obcecada por crimes e mistérios famosos, o Kill Club. Eles acreditam na inocência de Ben e querem pressioná-la para conseguir evidências que comprovem suas suposições.
Libby então se dá conta de que pode continuar lucrando com sua trágica história e vai em busca de pessoas do seu passado para conseguir informações sobre a noite de 2 de janeiro de 1985, a fim de vende-las ao Kill Club. Talvez possa até admitir que seu depoimento poderia estar equivocado.

Enquanto a investigação de Libby a leva de boates de striptease decadentes do Missouri a cidades turísticas abandonadas em Oklahoma, peça após peça a verdade inimaginável é reconstruída e Libby se descobre de volta ao começo – fugindo de um assassino.
~~~*~~~
Lugares Escuros, escrito pela autora Gillian Flynn, é um thriller sombrio que provoca apreensão. O livro reserva ao leitor momentos de tensão, suspense e uma boa dose de carnificina. Encontramos uma protagonista marcada por um passado violento, mas que possui algo perturbador oculto em seu caráter. Será que sentir atração pelo brutal é uma característica familiar?

A história é narrada por três personagens. No presente por Libby Day e, no passado, por Patty e Ben Day – sua mãe e irmão. Ao lado de de Libby seguimos sua investigação e descobertas sobre o assassinato de sua família. Através de Patty e Ben somos levados a 1985 e acompanhamos os eventos que antecederam o massacre. 

Desde o início, o assassinato da família Day é rodeado de incertezas e contornos mal definidos. Foi o testemunho de Libby que possibilitou a acusação contra Ben. Mas logo percebemos que uma criança pode ser facilmente influenciada, suas lembranças confusas e inconsistentes.

Libby Day não é uma personagem agradável, a princípio ela passa a imagem de alguém indiferente, gananciosa e “braço curto” – que vive às custas do dinheiro alheio e não faz questão nenhuma de trabalhar.
Essa particularidade me aborreceu e logo desenvolvi certa antipatia por Libby. Seu interesse em investigar os assassinatos, partiu da possibilidade de explorar a situação e lucrar com isso. Entretanto, terminei o livro sentindo um pouco mais de afinidade pela personagem. Afinal, o que esperar de uma pessoa que viveu entre tragédias, violência e desesperança?

"Eu supunha que tudo de ruim no mundo podia acontecer, porque tudo de ruim no mundo já havia acontecido." 

Aqui, encontramos uma família que enfrenta a pobreza, o descaso de um pai viciado em drogas e jogo, a dificuldade de uma mãe para manter quatro filhos e sem perspectiva de futuro. A família Day vive num caos e acompanhamos uma sucessão de erros, mal entendidos e decisões equivocadas que culminaram em morte.

Um detalhe interessante… parte da história se passa na década de 1980, época que adolescentes que curtiam Heavy Metal, vestiam-se de preto e demonstravam algum interesse pelo oculto, logo eram tachados de adoradores do demônio. Assim, não foi difícil acreditarem que Ben fora o autor dos homicídios… Um garoto rebelde, introvertido e com amizades suspeitas que provavelmente tenha usado sua própria família como sacrifício. Gillian Flynn retrata bem esse quadro da época, o que me fez lembrar do caso “West Memphis Three” – história real relatada em documentários e adaptada para o cinema no filme “Sem Evidências”.

Thrillers que exploram transtornos emocionais e bombardeiam o leitor com situações inquietantes, como Garota Exemplar e Objetos Cortantes, são característicos de Gillian Flynn. Lugares Escuros é um livro imperdível para os fãs de thrillers sombrios e repletos de tensão. 

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