— Quem é você? — perguntou o espantalho… — E para onde está indo?
— Meu nome é Dorothy — disse a menina. E estou indo à cidade das Esmeraldas, para pedir ao mágico de Oz que me mande de volta para casa.
— Onde é a cidade das Esmeraldas? — ele perguntou. — E quem é Oz?
— Nossa, você não sabe? ela perguntou surpresa.
— Não sei, não. Não sei de nada. Sabe, sou recheado de palha, então não tenho cérebro — ele respondeu com tristeza…
— Você acha que, se eu for para a Cidade as Esmeraldas com você, esse tal de Oz poderia me dar um cérebro?
— Não tenho certeza — ela respondeu… Se Oz não te der um cérebro, você não vai fica pior do que está agora.
Em algum lugar além do arco-íris…. Bata o calcanhar três vezes e torne seu maior desejo realidade!
Quem nunca ouviu falar da menina Dorothy e seus inusitados companheiros de jornada – um espantalho, um homem de lata, um leão, o cãozinho Totó –, que atire o primeiro tijolo amarelo!
~~~*~~~
Dorothy vivia em uma fazenda nas planícies do Kansas com seu tio Henry e a tia Em. Ela era órfã e seu único amigo era Totó, um cachorrinho preto com pelo longo e sedoso, e com dois olhinhos negros que brilhavam de alegria. Era Totó que fazia Dorothy rir e a salvava de ficar cinza como tudo ao seu redor.
Vindo do norte, eles ouviram o longo uivo do vento, anunciando a grande tempestade que estava para chegar. Mas aquela não foi uma tempestade qualquer, era um ciclone e algo muito estranho aconteceu. A pequena casa de madeira girou e levantou-se lentamente no ar. Os ventos do norte e do sul se encontraram onde a casa estava, e ela se tornou o centro exato do ciclone. Horas se passaram, Dorothy perdeu o medo e adormeceu.
Ela fora acordada por um estrondo, o ciclone havia baixado a casa no meio de uma terra maravilhosa. Ela não estava mais no Kansas, havia pousado na terra dos Munchkins e, por coincidência, bem em cima da Bruxa má do Leste. Dorothy queria voltar para casa, mas os habitantes daquele lugar disseram que somente o grande Mágico de Oz poderia ajudá-la.
Ela deveria caminhar até a Cidade das Esmeraldas. Uma longa viagem, através de uma terra que às vezes é agradável, às vezes é escura e terrível. Mas o caminho era fácil, ela devia apenas seguir a estrada de tijolos amarelos.
Usando os sapatos prateados, que fora da Bruxa má do Leste, Dorothy e Totó iniciam sua longa jornada rumo à Cidade das Esmeraldas. Em seu caminho ela atravessa um grande milharal, e lá Dorothy conhece o Espantalho. Apesar de falar e se movimentar, o boneco recheado de palha não tem cérebro e revela a Dorothy seu desejo de poder ter pensamentos profundos. Seguindo pela estrada de tijolos amarelos, eles encontram um homem de lata, que anseia por um coração de verdade. E mais à frente um leão covarde se une a eles, o leão gostaria de ser valente e só havia uma pessoa que poderia lhe dar tal virtude. O Espantalho, o homem de lata e o leão covarde, na esperança de ter seus desejos realizados, acompanham Dorothy em sua busca pelo grande Mágico de Oz.
Chegando à cidade das Esmeraldas eles descobrem que ter seus sonhos atendidos não é tão fácil assim. A jornada parecia não ter mais fim.
Dorothy não sabia, mas a realização de seu desejo estava o tempo todo bem ali….a seus pés.
~~~*~~~
O Mágico de Oz nasceu como um bestseller, primeiro conto de fadas americano, marcando para sempre o american way de contar histórias. Não é à toa que sua adaptação para o cinema se tornou um dos filmes mais vistos de todos os tempos, cujas referências se enraizaram no imaginário ocidental.
A Leya/Editora Barba Negra lança a coleção ETERNAMENTE CLÁSSICOS, uma seleção de obras que ficaram para sempre em nossos corações. Abrindo a coleção foi relançado o belíssimo e encantador O Mágico de Oz, com uma nova tradução e ilustrações. Um grande clássico que encantou crianças e adultos no mundo inteiro e ficou eternizado no filme de 1939.
L. Frank Baum criou nessa obra personagens belos, repletos de carisma e fantasia, impossíveis de serem esquecidos. Um mundo onde tudo é possível, uma história tenra e cheia de aventura.
A diagramação do livro está impecável, cheio de ilustrações e com uma tradução que conferiu à narrativa um ar jovial e descontraído. “O Mágico de Oz” é um clássico que todo amante da literatura deve ter em sua estante.
Baum, Frank L. O Mágico de Oz. Leya/BarbaNegra, 2011. 192 p.











