"A HOSPEDEIRA" (Stephenie Meyer)


Comprei este livro levada por meu impulso desenfreado, mas depois me arrependi. Nunca tinha lido nada do gênero, ficção cientifica, e achei que não iria gostar. Estava despreparada para o que encontrei, achei que seria uma história cheia de detalhes chatos e futurísticos.

Pois bem....Amei. Eu praticamente "comi" o livro.

Não foi só a historia que me conquistou, mas a tia Steph, tem um jeitinho de escrever que me prende à leitura. Eu fico totalmente envolvida.

Diferente do que a sinopse oficial diz, o livro não é sobre um triângulo amoroso com 2 corpos, e sim, um quadrado amoroso com 3 corpos.

Confuso? Lendo o livro é fácil e delicioso de entender.

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Um pouquinho do livro:

Melanie Stryder é uma rebelde, vive em um mundo dominado por uma espécie alienígena, mas ela não se deixou pegar. Está sempre fugindo e protegendo seu irmão Jamie.
Em uma de suas incursões à procura de comida, conhece outro rebelde, Jared.

Jared é um homem perspicaz e prático, logo convida Melanie para se unir a ele. Juntos teriam mais força, além de companhia humana. Afinal, para os poucos humanos que restaram, o mundo se tornou cinza e solitário.

Melanie aceita o convite, sempre achou que não serie capaz de proteger e alimentar o pequeno Jamie por muito tempo.
Ambos, impulsionados pela solidão e pelo perigo constante, se tornam inseparáveis. Apesar da diferença de idade, melanie tem 17 anos e Jared 36, se apaixonam perdidamente.

Um dia, Melanie descobre que sua prima ainda é humana e resolve procurá-la. Deixa Jamie aos cuidados de Jared e parte.
Porém, o seu maior temor se concretiza. Ela é capturada pelos inimigos.

Os alienígenas se autodenominam de "almas", mas para os humanos não passam de parasitas em forma de "lacraia".

Em uma estação de cura, Melanie está sedada e pronta para a inserção. É um corpo saudável, seria um pecado desperdiça-lo.

A "alma" escolhida é Peregrina, admirada entre os seus, é uma das poucas almas que viveram em quase todos os planetas dominados por sua espécie. Já viveu oito ciclos de vida e está prestes a ser inserida em sua nona hospedeira.

Peregrina acorda em seu novo corpo, mas é muito diferente de seu último hospedeiro.
São tantos sentimentos conflitantes.....é doloroso!

Há algo errado!

Peregrina não consegue acessar a memória da hospedeira. Ela está bloqueando sua entrada.

Mas isso é impossível, nunca aconteceu com Peregrina. Porém ela descobre que já houve alguns casos entre os corpos humanos. Se ela não dominar sua hospedeira, talvez terá que ser transferida para outro corpo.

Não! Ela é uma "alma" experiente e quer tentar, vai conseguir subjugar sua hospedeira.

Melanie não desiste, não vai mostrar àquela "ladra de corpos" o paradeiro de seus entes queridos. Eles não os encontrarão!

Mas uma noite, Melanie sonha com Jared e Jamie. Peregrina logo percebe a falha e informa para sua buscadora os nomes dos rebeldes.
Um buscador é uma espécie de caçador, ele é responsável por rastrear e capturar humanos ainda não invadidos.

Percebendo que Jared corre perigo de ser encontrado, Melanie muda de tática e começa a bombardear Peregrina com suas lembranças. Apresenta à sua invasora uma infinidade de sentimentos e sensações, lembranças de uma paixão ardente por Jared e de um amor incondicional por Jamie.
Não era o objetivo de Melanie, mas Peregrina se apaixona pelos humanos que não saem de sua cabeça.

Juntas decidem encontrar o novo esconderijo de Jared e Jamie. Irão protegê-los.

Após uma busca pelo deserto, que quase as leva a morte; finalmente encontram o esconderijo....melhor, elas são encontradas.

Junto aos humanos, Peregrina não pode dizer que Melanie vive, que habitam o mesmo corpo, pelo menos por enquanto.
Os humanos pensam que ela é uma buscadora e jamais acreditariam em um absurdo daqueles.
Peregrina é feita prisioneira, é mal tratada e odiada pelos humanos , é vista como um monstro.

Juntas elas vivem uma odisseia no esconderijo, aos poucos Peregrina conquista a confiança de uns, a tolerância de outros, mas sempre há aqueles que a espreitam e querem matá-la. Mas acaba se tornando imprescindível para os humanos... quase uma bênção.

Peregrina conhece Ian... então começa o tormento das duas.

Melanie impôs a presença de Jared nos pensamentos de Peregrina, mas sente ciúmes quando ele se aproxima dela. Já Ian, ama Peregrina, mas Melanie não deixa que ele a toque.
Peregrina também ama Jared, mas com o tempo se apaixona por Ian.
Ela sabe que são amores impossíveis.

Como resolver esse impasse? 4 pessoas e 3 corpos.
Será que existe alguma esperança?

Não há limites para o amor e altruismo de Peregrina para com os humanos. Mas, ela se tornou uma traidora para sua espécie.

Ela jamais poderá voltar a viver entre as "almas".

Ela jamais será humana.

Peregrina quer ficar, quer viver e ter paz. Mas isso também parece um sonho distante, então.... conformada, se rende a um destino incerto.

****
O livro é classificado como literatura para adultos, mas com certeza um adolescente pode lê-lo sem problemas. Cheguei a conclusão de que é caracteristica de Meyer descrever paixões ardentes, porém de forma pura e inocente.

A narrativa é descomplicada e cativante, fazendo com que o leitor fique preso da primeira à última página. Ela escreve de forma simples e qualquer pessoa que ler o livro entenderá. Reconheço que não é uma narrativa primorosa, mas é muito prazerosa.

A Hospedeira retrata amores impossíveis, por pessoas que nunca imaginamos amar, amor físico e platônico. Mostra a luta pela sobrevivência, o sacrifício pela família e amigos, o companheirismo e a confiança que aprendemos através do sofrimento, além de nos fazer refletir sobre nossa "essência" e "insignificância".
Caracteriza os humanos como seres de sentimentos únicos no universo e por isso tão especiais.

Não é um livro excepcional, mas eu sou assim... exagerada!
Eu me rendi a tantos personagens apaixonantes.

Mas como não poderia faltar....há um porém.

A autora descreve outros mundo de forma muito fantasiosa... achei estranho.
Acredito que no universo literário tudo é válido. Mas, quando li sobre mundo dos morcegos, mundo das flores, mundo dos golfinhos etc; achei que a imaginação dela voou loooonge, quase sem rumo.
Fora esse detalhe, que para mim, foi praticamente insignificante, o livro é gostosíssimo.

A história de Stephenie Meyer, nos faz desejar e crer em algo impossível. Pura Utopia!

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