"1º A MORRER" (James Patterson)


Sempre gostei do detetive Alex Cross. Aquele personagem carismático dos filmes "Beijos que Matam" e "Na teia da Aranha", protagonizado por Morgam Freeman.
Estes filmes foram baseados em livros de James Patterson, um autor aclamado no mundo dos livros policiais.

"1º a Morrer" é o primeiro volume da série "Clube das Mulheres Contra o Crime". O livro inspirou a série Women's Murder Club e foi exibida pela FOX, mas parou na primeira temporada.

Enquanto estava lendo tive a impressão de que a história seria previsível e em alguns momentos ele é. Mas ao final do livro, quando achei que tudo estava resolvido, há aquela reviravolta que nos surpreende.
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A inspetora de homicídios de São Francisco, Lindsay Boxer, está passando por uma provação. Em um check-up de rotina descobre que tem uma doença rara. Pode ser fatal.
Seu equilíbrio emocional esta por um fio, as únicas coisa que ainda a mantém de pé são o trabalho e Doce Martha, sua fiel companheira canina.

Um estranho e violento crime, abalou os ânimos da equipe de homicídios. Um jovem casal em lua de mel é cruelmente assassinado em um hotel de luxo da cidade.
Com poucas pistas e nenhum suspeito, o chefe do departamento da homicídios, decide designar um novo parceiro para Lindsay.

Chris Raleigh é charmoso e logo chama a atenção de Lindsay, mas este não é o melhor momento para se apaixonar.
Em um curto espaço de tempo, o assassino ataca novamente. Ele é ousado, não tem medo de ser reconhecido e as pistas encontradas são deixadas propositalmente. A policia descobrirá somente o que ele quer!
O que aparentemente era um homicídio isolado, se transformou em um caso de assassinatos em série.
O serial killer deve ser identificado antes que outras mortes aconteçam.

Lindsay sente que está em um beco sem saída. Pela primeira vez, não está conseguindo se concentrar e tem medo de falhar.
Na tentativa de esquecer seus problemas, se entrega ao trabalho de forma compulsiva. Porém percebe que precisará de ajuda.

Claire Washburn é a legista responsável pela analise dos corpos dos noivos, encontra poucas pistas promissoras para o caso. Mas sente que está deixando de perceber fatos importantes. Falta algo.

Jill Bernhardt, é a assistente de promotoria e não vai deixar o assassino escapar. Só prenderá um suspeito quando tiver provas incontestáveis contra ele. Não deixara brecha para a defesa se aproveitar e libertar esse assassino cruel. Mas para isso, o caso deve ser montado com perfeição.

Cindy Tomas, é a repórter designada para cobrir o caso dos noivos. É sua primeira chance em uma matéria de grande repercussão e está decidida a não estragar tudo. Fará o que for preciso para ficar à frete dos outros jornais. O "furo" de reportagem é dela !

Como quatro cabeças pensam melhor do que uma, Lindsay, Claire, Cindy e Jill, decidem se unir. Irão compartilhar conhecimento e informações para resolver o caso.
O que começou como uma brincadeira, se tornou o "Clube das Mulheres Contra o Crime".
Mas o clube não é só perseguição a criminosos, entre um drink e outro, as meninas conversam sobre homens, sexo e seus desejos . Desenvolvem laços de amizade e tornam-se companheiras e cúmplices.
Correndo o risco de colocar todo o caso a perder, discutindo assuntos confidenciais fora da esfera policial, elas descobrem que quebrar as regras pode ser vantajoso... e prazeroso também.

Apesar de seus medos, Lindsay não consegue resistir a paixão por Chris. Se entrega de corpo e alma aquele homem de "mãos macias".
O Clube das Mulheres Contra o Crime não perde tempo e logo faz progressos na investigação. Elas tem um suspeito e não há duvidas de que ele é o serial killer. As provas são contundentes.
Mas....quando Lindsay pensa que ficará bem, que todos os seus problemas estão resolvidos. Tudo desmorona.

O que era certo, se torna duvidoso. O destino quer testar suas forças e lhe reservou algumas surpresas.

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Patterson mesclou ingredientes infalíveis: suspense policial, mistério, romance e uma pitada de drama.
O único "porém" é justamente o romance. É delicioso ver a relação dos personagens crescer, os dramas que impedem a paixão de se consumar. Mas... faltou paixão, achei um pouco morno.

Lindsay está passando por um momento difícil, está fragilizada e isto a deixa confusa e insegura. Apesar de estar apaixonada, não sabe se deve se envolver com Chris.
O personagem masculino é muito fofo, um homem bonitão e charmoso, que se mostra compreensivo, romântico e paciente ( até demais).

As meninas do livro são um sonho.( E o pesadelo para "alguns" homens).
São mulheres maduras, bem resolvidas, competentes, que conseguem conciliar muito bem o trabalho e os afazeres domésticos, além de se divertirem.

Com capítulos curtos e narrativa ágil, o leitor não se cansa. A história é envolvente e o mistério me prendeu até a última frase. Leiam!

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