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Digno de Nota

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

“A SENSITIVA” (Hannah Howell)

Há duas semanas Lorde Ashton Pendellan Radmoor invadia sua casa com a mesma frequência que invadia seus sonhos. A cada visita, seus braços se tornavam mais calorosos, os beijos mais envolventes. Penélope sabia que ele a desejava. Para sua vergonha ela também o desejava… Mas essa era uma loucura da qual não queria se curar. O modo como Ashton a tocava e a beijava era puro pecado, e ela não via a hora de se entregar.
Pág. 82
~~~*~~~
Os Wherlocke e seus parentes, os Vaughn, eram conhecidos como membros de uma família excêntrica e reclusa, mas muito tradicional. Conquistaram muitos títulos importantes por meio de casamentos bem arranjados e serviços prestados à coroa. “Eles podem prever o futuro, ler mentes, pressentir perigos”… Por toda Londres ouvia-se os boatos sobre as habilidades incomuns dos Wherlocke, e esses dons, já haviam lhes causado vários problemas no passado.
Lady Penélope Wherlocke Hutton-Moore não era diferente, ela conseguia se comunicar com espíritos, mas esse dom não ajudaria a resolver seus problemas mais urgentes... Ela estava vivendo um pesadelo. Após a morte de sua mãe, seus irmãos de criação decidiram tomar o controle dos bens da família. Penélope foi banida para o sótão de sua mansão, era indesejada e tratada com desprezo sob o teto que era seu por direito. Os únicos momentos de ternura em sua vida eram quando estava com seus “meninos”, filhos ilegítimos dos Wherlocke e Vaughn, que viviam sob seus cuidados. Como a maioria dos membros de sua família, as crianças também possuíam habilidades paranormais.
Enquanto voltava para casa, após uma visita aos “meninos”, Penélope foi sequestrada e vendida a uma inescrupulosa cafetina. Drogada e amarrada à cama, Pen seria a nova atração do bordel. Sua única esperança era convencer o cavalheiro a quem fora oferecida de que não estava ali por livre e espontânea vontade. Porém, ao olhar o homem nu a beira de sua cama, o foco de suas súplicas mudaram…

Lorde Ashton Radmoor era um homem honrado e de convicções firmes, mas estava de mãos atadas. Seu falecido pai, um libertino e perdulário, havia deixado sua família à beira da falência. Agora, Ashton era o responsável pelo sustento e manutenção dos bens da família e sua única saída era um casamento por interesse. A noiva já havia sido escolhida, Lady Clarissa Hutton-Moore, meia-irmã de Penélope.
Como estava prestes a se casar, os amigos de Ashton resolveram lhe dar um presente de despedida de solteiro…uma noite de prazer num bordel. Ashton  não estava convencido de que dormir com uma prostituta seria uma boa ideia, mas a visão de seu “presente” foi de tirar o fôlego. Ela era pequena e delicada…linda. Mas quando estava convencido de que não conseguiria sair dali sem saciar seus desejos, ele foi bruscamente interrompido. Ashton descobriu que Penélope era uma moça inocente e ajudou a levá-la para casa.

Após esse incidente, Ashton não consegue esquecer Penélope e decide investigar a vida da moça que o está enlouquecendo. Ao descobrir que Pen é responsável por um bando de meninos abandonados, que faz parte de uma família de esquisitos e que o sequestro não foi uma agressão isolada; Ashton hesita frente a tantos obstáculos, mas não consegue se manter longe por muito tempo. Com a proximidade a atração se torna incontrolável e eles se descobrem apaixonados. Ashton sabe que não poderá abrir mão do dote de Clarissa e, Penélope, acredita que jamais poderá suprir as necessidades do homem que ama. Conformada com a situação, Pen decide colocar sua reputação em risco e se entrega a essa paixão.

Mesmo vivendo intensamente o momento, eles não podem esquecer que estão envolvidos em uma teia de cobiça, traição e assassinatos; pois os ataques contra a vida de Penélope continuam e estão cada vez mais violentos.
~~~*~~~
"A Sensitiva" é o segundo romance da série Wherlocke escrita pela autora Hannah Howell. Apesar de ter lido algumas críticas em relação à série, o meu lado “do contra” me obriga a discordar de algumas delas. "A Sensitiva" é um típico romance de banca, então…é de se esperar que ele tenha uma trama simples, com elementos clichês e personagens estereotipados. Para mim, são essas características que os tornam leves e divertidos.
Confesso que gostei mais desse segundo romance; os diálogos são perspicazes e cheios de humor, e o enredo é mais empolgante que o de A Vidente, livro que abre a série. Me apaixonei pelos “meninos”, eles são tão fofos! O Paulinho é uma figura, muito inteligente e atrevido! Gracinha…

— Eles realmente viram o senhor naquele bordel? Paulinho perguntou com a voz suave e os olhinhos azuis arregalados cheios de inocência.
O calor de um rubor que não era comum aqueceu as bochechas de Ashton... Voltando o olhar para o menininho, Ashton se perguntou se ele era de fato tão doce quanto aparentava.
Eu não estava esperando visitas, naquele momento – foi a resposta.
O seu negócio é mesmo tão grande quanto o de um cavalo?
Paulinho!
Pág. 44
Howell não fugiu à regra com Penélope, a personagem possui todas as características típicas de suas heroínas. Pen não se dobra às exigências e tabus da sociedade e segue os desejos de seu coração. Adoro mocinhas destemidas, que desafiam a moral e os bons costumes. rsrs
Lorde Ashton é um homem de coração íntegro, mas que está sendo obrigado a se “vender”. Ashton é muito sedutor e envolvente, mas achei seu orgulho um pouco exagerado. Ele não vê problema em se casar com uma megera por dinheiro, mas considera uma humilhação aceitar ajuda de amigos. Vai entender?

A narrativa de Hannah Howell  é muito gostosa, mas achei que a autora prolongou demais o sofrimento de Pen. Desde o início fica claro ao leitor quem são os vilões da história, mas os protagonistas seguem por um caminho cheio de hesitação e demoram muito para agir. Eu já tinha dado uns catiripapos na megera e procurado orientação da minha família. Em alguns momentos perdi a paciência.

Com sua trama leve, elementos sobrenaturais atraentes e um romance doce, "A Sensitiva" proporciona ao leitor ótimos momentos de descontração.

Howell, Hannah.  "A Sensitiva". Lua de Papel, 2011. 206 p. (Wherlocke, Vol. 2)

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