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Digno de Nota

segunda-feira, 16 de abril de 2012

“JOGOS VORAZES” (Suzanne Collins)

— Não sei bem como dizer isso. É que... quero morrer como eu mesmo. Isso faz algum sentido? – pergunta ele. Balanço a cabeça. Como ele poderia morrer a não ser como ele mesmo?… — Não quero ser transformado em algum tipo de monstro que sei que não sou…
— Você está querendo dizer que não vai matar ninguém?
— Não, quando surgir a oportunidade, tenho certeza de que vou matar como qualquer outro tributo. Não posso cair sem lutar. Só fico desejando que haja alguma maneira de... mostrar a Capital… Que sou mais do que somente uma peça nos Jogos deles.
Pág. 156

~~~*~~~
No passado, após um cataclismo, houve uma guerra brutal pelo território remanescente. Das cinzas de um lugar chamado América do Norte, ergueu-se Panem – uma nova potência unida por treze distritos que trouxe harmonia a seus cidadãos. Então, uma rebelião dos distritos contra a Capital deu início aos Dias Escuros. Doze distritos foram derrotados, o décimo terceiro… eliminado.

Após a insurreição dos distritos, a Capital decretou o Tratado da Traição – que estabeleceu novas leis para manter a paz e, para garantir que os Dias Escuros jamais deveriam se repetir, organizou os Jogos Vorazes. Um cruel lembrete de que os distritos estavam totalmente subjugados e que o levante do passado jamais cairia no esquecimento.
Em um sorteio anual chamado A Colheita, cada um dos doze distritos deve enviar um garoto e uma garota entre doze e dezoito anos – chamados tributos – para os Jogos Vorazes. Na competição, transmitida ao vivo para toda Panem, os vinte e quatro tributos são aprisionados em uma arena para lutarem entre si até a morte. As regras são simples… É matar ou morrer. Não há escolha.

No Distrito 12, território responsável pala extração de carvão, uma jovem de dezesseis anos – Katniss Everdeen – leva uma vida repleta de privações. Após a morte do pai, Katniss se tornou a responsável pelo sustento de sua mãe e irmã.

O grande dia chegou e as ruas do Distrito 12 amanheceram desertas. Todos estão se preparando para a colheita. Prim, a irmãzinha de Katniss, participará da primeira colheita de sua vida.
Katniss está confiante, mas o impensável acontece… Prim foi sorteada como um dos tributos do Distrito 12. Katniss sempre protegeu sua irmã, mas ela não tem poderes contra a colheita. Entretanto… ainda existe uma chance de salvar a vida de Prim. A regra dos Jogos Vorazes diz que um garoto ou garota pode se apresentar como voluntário para tomar o lugar do sorteado. Assim, Katniss se oferece para substituir Prim como tributo do Distrito 12.

Como uma brincadeira do destino, o garoto sorteado como tributo foi Peeta Mellark. Katniss não podia acreditar na ironia de tudo aquilo. Ela não era amiga de Peeta, eles nem mesmo conversavam... mas ela jamais esqueceria sua divida com ele. Mas nada disso importava mais. Agora, eles estavam fadados a serem oponentes e digladiarem-se até a morte na arena dos Jogos Vorazes...
~~~*~~~
Jogos Vorazes é o primeiro volume da série homônima escrita por Suzanne Collins. Confesso que ando rebelde, querendo ler e resenhar estilos diferentes. Talvez, esse seja o motivo da minha recusa em submeter-me à febre do “matar ou morrer”. Não foi sem resistência que me rendi e entrei na arena de Jogos Vorazes. Agora, me arrependo profundamente por não ter lido esse livro antes.
Faz um bom tempo que não me sinto refém de um romance YA. A narrativa de Suzanne Collins é de uma fluidez impressionante, mantendo-me colada em suas páginas por horas.
Como em outros romances distópicos, a crítica a uma sociedade opressiva é algo óbvio. Mas aqui, a autora coloca também em xeque a ética, o constrangimento físico ou moral, a violência gratuita e a insensibilidade das pessoas frente à miséria e o sofrimento humano. Mas há algo ainda mais perturbador… a banalização da vida. Se pensarmos que a série foi concebida para o público jovem, a trama se torna ainda mais impactante.

Suzanne Collins conseguiu confundir minhas emoções. Nunca fui uma pessoa pacata, mas também não me considero agressiva. Entretanto, ao ler Jogos Vorazes, me peguei torcendo pela morte de alguns personagens, ansiando por vingança e até sentindo prazer quando um oponente era finalmente exterminado. Não vou negar que me senti mesquinha e constrangida por me envolver dessa forma com o enredo. Por outro lado, as situações impostas pela autora não deixam muitas opções. A única lei vigente na arena é matar ou morrer…
Mas será que o homem é capaz de tanta barbárie? Disso não tenho dúvida.

Mesmo com toda essa atmosfera de violência, as cenas não são sangrentas. Depois de ler tantas críticas entusiasmadas, eu esperava um pouco mais de carnificina. rsrs
Existe a tensão, a fúria e a revolta no ar, porém a autora poupa o leitor de cenas muito explícitas.
Fiquei um pouco incomodada com a caracterização de Katniss na arena. Tive a sensação de que a autora não queria sujar as mãos da protagonista. Parece que suas ações são sempre determinadas por estar encurralada ou por não ter outra saída. Não gostei muito disso, pois dá a impressão de que Katniss é a mais virtuosa e os outros personagens são os vilões da história. Porém, eles estão lutando para sobreviver tanto quanto ela, apenas usando estratégias diferentes. Mesmo assim, o livro merece cinco estrelas.
Jogos Vorazes é um thriller distópico intenso, capaz de manter o leitor envolvido do início ao fim. Estou ansiosa para entrar novamente na arena… Que venha Em Chamas! 

Collins, Suzanne. Jogos Vorazes. Rocco, 2010. 397 p. (Jogos Vorazes. Vol. 1)

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