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Digno de Nota

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

“O SILÊNCIO DO TÚMULO” (Arnaldur Indridason)

“Ele soube na hora que era um osso humano, quando o tirou das mãozinhas de um bebê que estava sentado no chão, mastigando-o”
 Pág. 9
~~~*~~~
No passado, as colinas próximas a Reykjavik eram praticamente inabitadas, mas com o crescimento da cidade as construções de condomínios e casas populares chegaram até lá. Quando um esqueleto é encontrado no canteiro de obras de uma dessas construções, inicia-se a uma investigação que desenterrará antigos segredos. 

Pelo aspecto, o esqueleto está enterrado há muitos anos, provavelmente na época da Segunda Guerra. O caso ficou conhecido como “Homem do Milênio” e desencadeou uma porção de perguntas: O corpo acabou enterrado acidentalmente – talvez em uma nevasca – ou foi algo premeditado, um homicídio? 

Ao chegar ao local, o inspetor Erlendur e sua equipe descobrem que não será nada fácil remover os ossos da colina. Para preservar as evidências intactas e não destruir qualquer pista que esteja junto ao corpo, um grupo de arqueólogos foi designado para escavar os ossos. Enquanto a remoção do esqueleto – seguida da análise do legista – não fica pronta, Erlendur inicia uma pesquisa sobre os moradores da região na época.

A maioria dos envolvidos provavelmente já está morta, mas isso não impedirá Erlendur de tentar solucionar o caso. Durante a investigação, Erlendur e sua equipe se veem em uma encruzilhada… ao apurarem as informações coletadas, descobrem que estão diante de um caso complexo. Não é fácil retraçar os eventos do passado. As informações coletadas estão repletas de lacunas e as pistas conduzem a diversas linhas de investigação. 

Mas o mistério do “Homem do Milênio” não é a única questão que ocupa os pensamentos de Erlendur. Sua filha, com quem sempre teve uma relação conturbada e distante, entrou em coma após um aborto induzido por uso de drogas. Além disso, o detetive é assombrado por fantasmas de seu passado.
~~~*~~~
O Silêncio do Túmulo é o quarto volume da série policial Reykjavik Murder Mysteries – protagonizada pelo detetive Erlendur – do autor islandês Arnaldur Indridason. Não, eu não iniciei a série pelo livro errado. Infelizmente, os volumes anteriores não foram publicados por aqui. Entretanto, as histórias parecem ser independentes, pois só descobri que estava lendo o quarto livro de uma série quando fui pesquisar as obras do autor.

O Silêncio do Túmulo foi uma leitura, de certa forma, especial. Nunca havia lido um romance policial com uma abordagem tão inusitada. Diferente das tramas investigativas que estamos acostumados a ler, não há um assassino a ser perseguido. O objeto de investigação é um caso cuja resolução provavelmente não levará a uma prisão ou processo criminal – afinal, estamos falando de um crime que ocorreu há mais de 50 anos. Na verdade, toda investigação é iniciada como uma pesquisa, pois ninguém sabe ao certo se os ossos encontrados são fruto de um homicídio. E mesmo ser for, provavelmente o assassino já está morto. 
Então, qual a importância de algo que aconteceu a tanto tempo? A polícia realmente despenderia tanto esforço e tempo em uma investigação que não levaria a uma punição de fato? No início da leitura essas questões me atormentaram, pois todo esforço do inspetor Erlendur para desvendar o caso me pareceu infundado. Porém, o autor está ciente disso, pois em vários momentos Erlendur é questionado pelo seu parceiro de equipe quanto a importância da investigação. O que intriga, é que Erlendur tem um certo fascínio por pessoas desaparecidas e, esse, é o principal motivo para ele se dedicar tanto ao mistério do esqueleto. O interesse fora do comum do inspetor e o caso peculiar, foram os motivos que tornaram a trama ainda mais interessante. Não larguei o livro até que as respostas para minhas dúvidas foram respondidas. Ou seja, li O Silêncio do Túmulo em uma sentada.

A narrativa do autor é muito ágil. Indridason não perde tempo expondo detalhes irrelevantes para o objetivo proposto, ele vai direto no cerne da questão. As descrições são de certa forma concisas, mas capazes de expor ao leitor um quadro amplo do enredo.

A narrativa é intercalada entre o presente e eventos que ocorreram no passado, década de 1940. No mesmo capítulo somos levados de um extremo a outro. Aliás, essas idas ao passado foram os trechos mais chocantes, pois acompanhamos uma história revoltante. 
O cenário merece um parêntese… A Islândia de Arnaldur Indridason é um personagem a parte, pois o ambiente de clima rigoroso e pouco acolhedor confere uma aura soturna ao livro.
O Silêncio do Túmulo é um ótimo romance policial, principalmente por fugir dos padrões. Foi muito bom ler algo diferente. 

Indridason, Arnaldur. O Silêncio do Túmulo. Companhia das Letras, 2011. 315 pg. (Reykjavik Murder Mysteries, Vol. 4)

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