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Digno de Nota

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

“O FILHO DO DRAGÃO” (M.K. Hume)

— Maior ainda que teu pai, e maior que teu filho, salvarás teu mundo por um tempo, mas será à custa de tudo por que tens amor. O tempo não te modificará, tampouco esfalecerá tua promessa. Viverás, ainda que teu corpo estejas morto, e muito depois que o poder de Roma tenha caído em pó.
p. 72
~~~*~~~
No início da Idade das trevas, o que outrora fora a Bretanha tribal, agora se encontra sob o controle de um único homem, Uther Pendragon – o Alto Reis dos bretões. As legiões romanas retiraram-se das ilhas britânicas, deixando o território vulnerável a ataques. Enquanto Uther gozou de boa saúde, ele manteve a unificação das tribos e a segurança da região. Mas agora, o Alto Rei rei está morrendo. Enquanto o braço forte de Uther enfraquece, os saxões invadem a Britânia e destroem seu reino.
Secretamente, reis das tribos menores e familiares por afinidade, planejam disputar o trono de Uther Pendragon quando este perecer.

Longe desse cenário, vive Artorex, um garoto tão forte que é conhecido como Touro. Filho de criação do nobre Ector e sua esposa, Artorex cresceu sob a proteção de sua família adotiva na longínqua Quinta Poppinidii.

Aos quatorze anos, Artorex vê sua vida mudar com a chegada de três visitantes. O garoto simples não entendia o motivo, mas aqueles três nobres ordenaram que Artorex fosse educado como cavaleiro.
Targo, um combatente veterano e mestre de armas da Quinta Poppinidii seria seu instrutor nas artes da guerra. Espada e escudo. Cavalo e fogo. Dor e bravura… uma árdua tarefa a cumprir.
Mas Artorex é um jovem ágil, robusto e demonstra uma destreza nata para o combate. Em pouco tempo, suas habilidades estão aguçadas e Artorex transforma-se num bravo guerreiro. Além disso, ele prova ser um homem honrado e de responsabilidade. Artorex torna-se Intendente da Quinta e casa-se com a doce Gallia, uma romana de berço. Ele pensou que passaria o resto de sua vida ao lado de sua amada Gallia e na tranquilidade de suas terras. Foi quando os três viajantes retornaram para mudar seu futuro…

Com o reino sucumbindo à ameaça saxã, Artorex é convocado a juntar-se à luta. Assim, ele se torna o Dux Bellorum, o combatente que trará esperança para toda Britânia. Mesmo sem conhecer suas origens, ele cumprirá seu destino. Artorex não sabia, mas nascera para a glória e fora forjado para ser Rei.
~~~*~~~
O Filho do Dragão é o primeiro volume das Crônicas do Rei Artur escrito pela historiadora e especialista em lendas arturianas M.K. Hume.
A autora não trilhou o caminho da fantasia e teceu uma história extremamente verossímil aos olhos do leitor. Artur recebeu um nome mais régio, Artorex – Ator-Rei. Merlin, aqui chamado de Myrddion Merlinus, foi retratado como um homem de grande sabedoria, mas livre daquela aura de magia que encontramos em outras obras sobre a lenda de Artur. Até mesmo caliburn – a lendária espada do Rei – ganhou uma versão despojada de misticismo. O único elemento sobrenatural fica a cargo do personagem de Morgana, com seu dom da vidência e profecias que refletem sua sede de vingança.

Nesse primeiro volume, acompanhamos como o caráter de Artorex foi forjado e os eventos que o transformaram num cavaleiro. Ser filho adotivo de um nobre – muitas vezes tratado como um reles serviçal – foi algo importante em sua formação, pois foi o que lhe ensinou a humildade, o respeito pelos mais fracos e a lealdade pelos seus ancestrais. Aprendemos a amá-lo, respeitar sua força e sacrifício pessoal. Afinal, Artur não escolheu ser Rei, ele foi um instrumento de realização dos sonhos de outros, uma vítima de sua própria origem. Me senti muito próxima do jovem Artorex, pois vibrei com suas conquistas e sofri com suas perdas.

A Nota da Autora merece um comentário à parte… Leiam, pois achei sensacional descobrir os sentimentos da autora pela lenda de Artur, e como nasceram seus personagens.

Sou suspeita para opinar, pois sou apaixonada por épicos históricos. O Filho do Dragão é um livro repleto de feitos valorosos perpetrados por homens de grandeza de coração, mas também mostra sentimentos humanos mesquinhos e a crueldade da guerra. Foi impossível não me entregar à história de Artur, o Grande Urso, Rei dos bretões.

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