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Digno de Nota

segunda-feira, 24 de junho de 2013

“OS DOZE” (Justin Cronin)

Eles são a coisa mais livre da Terra. Sem remorso. Sem piedade. Sem amor. Nada pode tocá-los, feri-los… A liberdade absoluta. Imagine como seria maravilhoso.
p. 388
~~~*~~~
(Pode conter spoiler para quem não leu o livro anterior)

Doze prisioneiros sentenciados à morte foram usados em um experimento militar que buscava criar soldados invencíveis, o Projeto Noé. Mas o experimento saiu do controle de seus idealizadores. As cobaias humanas, agora transformadas por um vírus em criaturas indestrutíveis e sedentas por sangue, fugiram. Os virais causaram terror e assolaram o país matando ou infectando quem cruzasse seu caminho. Um erro que a humanidade jamais se esquecerá. O mundo que conhecemos...acabou. Foi marcado pelo antes e depois...

Ano Zero:
Bernard Kittridge – um ex-fuzileiro conhecido como “A Última resistência em Denver” – não fugiu da cidade quando os virais atacaram. Ele decidiu invadir uma cobertura e matar o máximo de sugadores de sangue antes de morrer. Mas ele não seria derrubado facilmente. Percebeu que era hora de partir quando a energia acabou. Afinal, não havia ninguém cuidando da manutenção da rede elétrica.

Agora, ele está na estrada, consciente de que um tanque de gasolina não o levará muito longe. Porém, antes mesmo de sair da cidade, ele encontra outros sobreviventes. Kittridge não quer ser atrasado por ninguém, mas o  grupo tem algo essencial para a fuga… transporte.

April estava escondida no porão de casa com seu irmão quando ouviu o ônibus escolar buzinando. Será que mais alguém estaria vivo? Agarrando-se a única chance de salvação, April sai de seu esconderijo e vai em busca de auxilio. Ela encontra Danny, o rapaz especial que dirige o ônibus.

Danny sabe que os garotos da escola o chamam de lento e bobo, mas ele não liga para esses rótulos. Pois será ele quem conduzira os sobreviventes para fora daquela cidade infestada de monstros.

Em outro local, Lawrence Grey cruza o caminho de Lila Kyle – uma médica grávida – que está tão perturbada que se recusa a encarar o caos que a rodeia. Ela vive sob uma névoa de ilusão e continua a planejar a chegada de seu bebê como se nada tivesse acontecido. Nessas condições, é apenas uma questão de tempo para que ela seja morta ou tomada pelos virais. Grey não pode permitir que isso aconteça, e faz dela sua companheira de viagem.
Por caminhos tortuosos, eles descobrirão que a união faz a força e que, talvez, consigam sair dessa vivos…

Ano 97 D.V:
Cinco anos após Amy ter chegado à colônia e se unido a um grupo em busca de respostas e salvação, ela e seus amigos estão separados. Amy vive em segurança entre as “irmãs”. Peter e Alicia lutam nas Forças Expedicionárias, e continuam caçando os Doze, cada um em uma frente. Michael está longe da luta contra os virais e trabalha em uma refinaria de combustível no Texas. Lucius Greer está preso, mas logo chegará o momento de se unir à batalha.

Cada um seguiu seu caminho, mas seus destinos voltarão a se cruzar, num embate definitivo contra uma ameaça mortal…
~~~*~~~
Os Doze é o segundo livro da trilogia A Passagem de Justin Cronin. Ansiei por esse livro durante anos, mas valeu a pena esperar. Porém, o espaço de tempo – três anos aproximadamente – entre a leitura do primeiro volume da série e Os Doze foi um entrave. Inicialmente, me senti um tanto perdida, pois não me lembrava de todos os contornos da história.

Neste segundo livro reencontramos os protagonistas que marcaram a história de A Passagem, também somos apresentados a novos personagens e o autor foi bem detalhista na construção dos mesmos. Cronin aborda não só a questão social, pois o livro está inserido num mundo pós-apocalíptico, mas também o lado psicológico e emocional.
O livro possui doze partes, mas na verdade a história é divida apenas entre o marco zero – período em que o vírus eclodiu – e o “depois do vírus”. Cronin executa alguns saltos no tempo. Os Doze tem inicio em 97 D.V (Depois do Vírus), cinco anos após os eventos ocorridos em A Passagem. Em seguida o autor retrocede ao marco zero e nos apresenta o cenário de caos e destruição que foram os meses logo após a propagação dos virais. Os eventos apresentados nesse período ficaram sem um desfecho satisfatório e pensei que o autor não abordaria novamente os assuntos que ficaram em aberto. Cheguei a ficar descontente. Mas eu estava totalmente enganada!

Logo depois o autor avança novamente no tempo e, a partir desse ponto, os eventos do passado – que pareciam deslocados – começam a ser entrelaçados aos acontecimentos do presente. Sim, é um pouco confuso, mas muito empolgante também. É o tipo de enredo que um leitor desatento corre o risco de perder o fio da meada.

Apesar de a trama ser intrincada e repleta de detalhes, Os Doze é um livro de narrativa ágil e cativante. Porém, não foi uma tarefa simples conectar a enxurrada de informações que o autor nos fornece. O livro possui alguns furos, mas como sou fã da série, me fiz de cega. rsrs
Um ponto falho no enredo, pelo menos na minha opinião, é a falta de informação em relação aos limites da infecção. A história é ambientada dentro do continente norte-americano, e Cronin não cita o que aconteceu além dessa fronteira. A infecção se espalhou pelo mundo? O oceano foi capaz de restringir o contágio? Sinceramente, eu gostaria muito de saber.

É incrível a rede de acontecimentos que o autor teceu, um livro emocionante e bem descrito. Os Doze é complexo e, por esse motivo, se torna um desafio para o leitor.

Cronin, Justin. Os Doze. Arqueiro, 2013. 592 p. ( A Passagem, Vol. 2)

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