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Digno de Nota

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"O OCTAVO DE ESTOCOLMO” (Karen Engelmann)

O Octavo é uma teoria da antiga arte da cartomancia, em que oito cartas representam as oito pessoas essenciais ao resultado de todo evento significativo na vida de alguém. Encontrar esses oito indivíduos significa controlar o resultado do evento, seja ele o destino de uma paixão ou de um reino.
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Sinopse:

O ano é 1791 e a Europa vive um dos períodos mais turbulentos de sua história. A Revolução Francesa põe fim ao reinado de Luís XVI e faz com que todas as monarquias do continente temam que ela seja apenas o primeiro movimento de uma onda que varrerá os demais países. Na Suécia, o rei Gustav III articula-se nos bastidores para resgatar o soberano francês, enquanto seu irmão, o duque Karl, reúne em torno de si um grupo de conspiradores conhecidos como os Patriotas, que desejam depor o rei e nomear Karl regente.

Em meio a estes acontecimentos, um burocrata de Estocolmo, o bon vivant e ambicioso Emil Larsson, vê sua vida se enredar à guerra de bastidores quase por acidente. Larsson permite que Sofia Sparrow – proprietária de uma casa de jogos, vidente e aliada do rei Gustav III – leia seu destino através de jogo de cartas conhecido como o Octavo, que aponta uma série de relações que terão impacto decisivo em sua vida, representadas por cartas em oito papéis-chave: a Companheira, o Prisioneiro, o Professor, o Mensageiro, o Vigarista, o Tagarela, o Prêmio e a Chave.

Decifrar quem representa cada carta em seu Octavo pode trazer a Larsson amor e fortuna. Motivado pela ambição, ele parte em busca da identidade de seus benfeitores, mas acaba envolvido em uma trama de conspiração, amor e magia…
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Ficção histórica e thrillers de suspense sempre exerceram uma forte atração sobre mim. O principal motivo para meu interessem em O Octavo de Estocolmo, de Karen Engelmann, foi por ele estar sendo comparado a suspenses históricos como O Enigma do Oito – livro que achei sensacional. Porém, infelizmente, o único ponto em comum é a simbologia em torno do número oito. As semelhanças param por aí.

Confesso que esperava encontrar outro tipo de abordagem. Inicialmente, pensei que O Octavo de Estocolmo fosse um suspense que girasse em torno da mística do Octavo – teoria que faz parte da cartomancia. Entretanto, Karen Engelmann utiliza o Octavo como uma ponte para abordar a política e intrigas da corte na Suécia iluminista do século XVIII.
A adivinhação pelo octavo é pouco desenvolvida, e como consequência, todos os eventos decorridos desse “jogo” de cartas me pareceram inconsistentes. O objetivo primário de Emil, protagonista da história, é desvendar seu octavo para encontrar uma esposa que lhe trará bons contatos. Propósito que foi relegado a segundo plano ao longo da história. Também não me pareceu um modo astuto de arrumar uma noiva. Um simples casamento por conveniência resolveria o problema, não? E porque alguém depositaria toda sua confiança, seu futuro, nas palavras de uma vidente? Emil aceita com muita facilidade as profecias do octavo, sem questionamentos relevantes. Não dá para comprar a ideia de que o destino de um Estado, de uma pessoa, está sendo previsto ou manipulado a partir do ocultismo, se o assunto não for bem estruturado.

A escrita de Engelmann é descomplicada, porém não flui muito bem. A autora peca pelo excesso de repetições e falta de ação. Em vários momentos a leitura se torna arrastada. Cheguei a ficar impaciente com algumas descrições. Por exemplo, a autora faz uma descrição pormenorizada – de várias páginas – sobre a “geometria” de um leque, a arte de conduzi-lo e a linguagem oculta por trás do objeto.

Por outro lado, a ambientação histórica e caracterização dos personagens é impecável. O enredo é intrincado e com desdobramentos interessantes… repleto de conspirações, mistérios e intrigas.
Não me entendam mal, o livro não é ruim. Eu iniciei a leitura com as expectativas erradas, e como consequência, a história ficou aquém do esperado. Ainda assim, acredito que O Octavo de Estocolmo agradará aos fãs de romances históricos com uma pitada de ocultismo. Aliás, o atrativo do livro está exatamente nos mistérios que rodeiam as cartas do octavo.

Engelmann, Karen. O Octavo de Estocolmo. Rocco, 2013. 446 p.

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