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Digno de Nota

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

“ANIQUILAÇÃO” (Jeff Vandermeer)

(...) Eu poderia ficar olhando por toda eternidade sem perceber o terrível passar dos anos. 
Mas então, o quê? 
O que acontece após a revelação e a paralisia? 
A morte, ou então um despertar vagaroso. Uma volta ao mundo físico. (...) 
p. 180 
~~~*~~~ 
Uma área isolada do mundo guarda um mistério ainda desconhecido. Chamada de Área X, ninguém sabia o que tinha acontecido ali... o que ainda estava acontecendo.
De acordo com os registros, a primeira expedição não relatou nada fora do comum na Área X, somente uma natureza selvagem e intocada.

Depois que a segunda e terceira expedições não voltaram, e seu destino se tornou conhecido, o envio de pesquisadores para a Área X cessaram por algum tempo.
A décima primeira expedição tinha passado por dificuldades, mas retornaram. Porém, se tornaram meras sombras do que foram um dia e, pouco depois, todos foram acometidos pelo mesmo mal.

A décima segunda expedição adentrou a Área X mais de dois anos depois. A equipe formada por uma bióloga, uma antropóloga, uma topógrafa e uma psicóloga - a mais velha e líder do grupo - tinha uma missão simples: retomar as investigações do governo sobre os mistérios da Área X.
Elas esperavam esbarrar com o imprevisto e, talvez, o inexplicável, mas nenhuma imaginava os perigos que as aguardavam na Área X.

Um lugar cuja natureza intocada e bela está em constante transformação, escondendo algo inimaginável. Um lugar onde nada é o que parece ser...
~~~*~~~ 
Aniquilação é o primeiro livro da trilogia Comando Sul de Jeff Vandermeer. Sou fã de fantasia e ficção científica, porém Aniquilação exigiu de mim um certo esforço para terminá-lo. Ao ler a sinopse do livro, tive a equivocada impressão de que a história seria uma baita aventura sci-fi que me faria devorar as páginas. Mas Aniquilação não foi a “sensação” que eu esperava. O livro é introspectivo e pouco motivador.

A narrativa do autor é belíssima, com um vocabulário rico, inteligente e descrições capazes de nos transportar para dentro da Área X. A ambientação é sensacional, cheia de detalhes sobre o ecossistema do local. Sem falar na trama repleta de enigmas e com um suspense aflitivo que seria capaz de nos fazer roer as unhas. Mas nada disso foi suficiente para me prender à história. O livro é curto, com aproximadamente 200 páginas, mas eu demorei dias para lê-lo.  Então, porque isso aconteceu?

Infelizmente, o ritmo do livro se tornou lento devido ao excesso de desvios do tema central. O autor devaneia demais através da protagonista, fazendo com que seus pensamentos se afastem do foco da ação. A maioria de suas reflexões estavam ligadas ao contexto da trama, porém muitas de suas fugas foram direcionadas a seu passado e não acrescentaram nada de relevante ao mistério proposto. Confesso que achei esses devaneios extremamente entediantes.

Por outro lado, quando o foco estava voltado para as observações e impressões da bióloga referente a Área X, parecia que eu estava lendo outro livro. Eu adorei todo o mistério envolvendo as expedições anteriores, os segredos, as mentiras e as incríveis descobertas que a “bióloga” faz.

Você deve estar se perguntando porque chamo a protagonista de bióloga. Parece contraditório, mas ao mesmo tempo que o autor tenta nos inserir em suas emoções levando-nos a conhecer seu íntimo, ele nos distancia de quem ela realmente é. Nenhum dos personagens são apresentados por nomes, o importante aqui é despojar a pessoa de sua identidade. Uma tentativa de “desumanizar” o indivíduo, para que, caso ocorra algum imprevisto – morte, desaparecimento, suicídio, etc. – sua perda não seja sentida pelo restante da equipe.

O autor descaracteriza a pessoa e prioriza apenas o que ela é como profissional – bióloga, psicóloga, antropóloga e topógrafa. Achei esse aspecto da trama sensacional, pois esse distanciamento realmente ocorre – não só com os personagens, mas também com o leitor. As pesquisadoras sentem certa empatia entre si, porém não existe nenhum vinculo emocional que possa desestabilizar o objetivo da missão. O mesmo ocorreu comigo, nada do que aconteceu na história – seja ruim ou bom – provocou algum tipo de comoção.

O desfecho é morno, não há um ápice ou revelação que nos faça desejar saber o que virá a seguir. Minha curiosidade ficou a cargo das dúvidas e questionamentos que ficaram sem respostas. Simplesmente, o livro termina com mais uma reflexão.
Aniquilação é uma ficção científica densa, mais argumentativa. Não é um livro que agradará a todo leitor, mas é uma boa pedida para quem gosta de tramas repletas de suspense e um tanto excêntricas.

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