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Digno de Nota

terça-feira, 9 de setembro de 2014

“EM NOME DO MAL” (James Oswald)

(…) — Nem todos os demônios são monstros malvados, inspetor, e alguns só vivem em nossa mente. Mas há outros, criaturas mais raras, que se movem entre nós, nos influenciam e sim, nos estimulam a fazer coisas terríveis. Isso não quer dizer que não podemos fazer coisas terríveis sem a ajuda deles. (…)
p. 271
~~~*~~~
Edimburgo, Escócia, enfrenta um momento sombrio. Parece que a morte chegou para ficar. O inspetor McLean ainda é um novato no cargo, por isso o colocaram à frente de um caso que não exigia pressa para ser solucionado.

Em uma antiga mansão, operários descobriram uma câmara oculta no porão. Ali, fora encontrado o corpo mutilado de uma jovem, vítima de um assassinato ritualístico cometido cerca de 60 anos atrás. Seus braços estavam estendidos numa paródia de crucificação; pregos de ferro preto martelados em suas palmas, com as cabeças entortadas para impedi-la de movê-las. O tempo deixara sua pele seca como couro, e seu rosto guardava uma expressão de pura agonia. Seu abdômen tinha sido aberto, os órgãos removidos e alojados em recipientes de vidro. Uma cena de puro terror.

McLean sabe que os assassinos da garota provavelmente estão mortos, mas ele está determinado a descobrir suas identidades e fazer justiça. Mas o caso se mostrou mais complicado do que ele poderia imaginar.

Paralelamente, uma série de mortes desafia a polícia de Edimburgo. Homens importantes e de destaque na sociedade estão sendo brutalmente assassinados. Ao mesmo tempo, estranhos casos de suicídios inspiram a desconfiança em McLean. Seria possível que essas mortes estejam relacionadas de alguma maneira?
À medida que as semelhanças entre as mortes se tornam mais evidentes e as coincidências aumentam, McLean percebe que algo sombrio paira no ar. A cerimônia obscena realizada com a jovem do porão, é apenas uma peça desse mistério.

Contudo, ele não consegue encontrar uma explicação racional para as evidências que vão surgindo ao longo da investigação. Mas o que ele descobrirá, o colocará frente a frente com a verdadeira essência do mal.
~~~*~~~
Em Nome do Mal – primeiro volume da série policial protagonizada pelo inspetor Anthony McLean – é um thriller sombrio, com cenas capazes de abalar os mais sensíveis. Não faço parte desse grupo de leitores, e adorei a narrativa gráfica e descritiva do autor sobre os assassinatos. Sangue, vísceras e violência transbordam das páginas.

Vale mencionar que o autor decidiu retirar o capítulo de abertura que constava na versão original do livro. Oswald achou que a cena apresentada era muito violenta e impactante. A descrição de um estupro brutal seguido de um assassinato, escrito sob o ponto de vista da vítima. Porém, para a felicidade dos fãs, tal capítulo foi anexado ao final do livro. Um bônus para os curiosos e corajosos.

O enredo do livro me surpreendeu bastante, pois reúne elementos que instigam e desafiam o leitor. A história segue uma linha investigativa clássica, com análises forenses, pesquisas de campo e destrinchando todas as evidências encontradas. Aliás, Oswald foi bem meticuloso em relação às investigações conduzidas pelo inspetor McLean. Entretanto, o que tornou a história diferente foi o toque sobrenatural que o autor introduziu à trama. Não vou entrar em detalhes para não estragar possíveis surpresas. Mas posso dizer que assassinatos ritualísticos e entidades malignas são alguns dos temas abordados. Enquanto lia, me lembrei do filme Possuídos.

Particularmente, acho que a introdução de elementos ligados ao ocultismo nos thrillers policiais nem sempre funcionam. Como analisar provas físicas, concretas, e associá-las de maneira convincente a algo sobrenatural? Inicialmente, James Oswald conseguiu fazer essa conexão de uma forma plausível, sem conduzir o leitor a uma conclusão imediata. O sobrenatural é apresentado de maneira sutil, fazendo-nos duvidar e questionar se seria algo real ou delírios de um bando de malucos. Porém, o terço final do livro descamba de vez para o lado oculto da trama.

O livro não é perfeito, em vários momentos me irritei com algumas cenas que se repetem. Apesar de ter adorado todo o mistério, achei que o autor pesou a mão no número de casos que se correlacionam ao longo da história. Um assassinato ritualístico cometido há mais de 60 anos, acaba conectado a homicídios atuais, assalto, suicídio e sequestro. Coincidências demais! Mesmo assim, não consegui largar o livro até descobrir como McLean resolveria o problema.
Em Nome do Mal foi uma leitura bacana! Uma ótima pedida para os fãs de thrillers policiais e também para leitores que gostam de histórias ligadas ao ocultismo e flertam com o terror.

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