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Digno de Nota

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

"A MENINA QUE TINHA DONS" (M. R. Carey)

Nem todo dom é uma bênção...
~~~*~~~
Há vinte anos o mundo que conhecemos chegou ao fim. Um cataclismo provocado por um fungo parasita dizimou quase toda a humanidade, mas um pequeno grupo ainda luta pela sobrevivência e procura uma cura dentro de uma base militar.

Ali, vive Melanie. Uma menina de 10 anos, com uma pele de princesa de contos de fadas; "branca" como a neve. Ela adora a escola, especialmente as aulas da Srta. Justineau. Vive confinada em uma cela e sua rotina é rígida e metódica. Todas as manhãs é amarrada a uma cadeira e levada para a sala de aula.
Mas Melanie sonha com o dia em que a cura seja encontrada e ela possa ver com os próprios olhos o que tem do lado de fora. 

Ela não entende porque os militares e professores olham as crianças com desconfiança. Menos a Srta. Justineau, que é atenciosa e divertida. Mas Melanie não questiona o modo como é tratada, pois sempre foi assim, então deve ser normal.

Para os professores e pesquisadores da base, Melanie é única. Sua sede por conhecimento e curiosidade em descobrir os mistérios do mundo que a rodeia, faz dela uma menina especial. 

Ela ainda não sabia, mas seu desejo estava prestes a se concretizar. Melanie descobriria que a verdade não era nada acolhedora... Reinado pela selvageria, o mundo externo só tinha a oferecer dor e morte.
~~~*~~~
A Menina Que Tinha Dons é o romance de estreia do britânico M. R. Carey, aclamado roteirista de HQ's de sucesso - incluindo trabalhos como X-men, Quarteto Fantástico e Hellblazer - e que escreve para as duas maiores editoras de quadrinhos, Marvel e Dc comics. 
Em sua primeira obra literária, Carey surpreende com uma história de horror que flerta com a distopia. Um thriller intrigante, cuja originalidade em um tema já saturado foi algo motivador.
Para os que pretendem ler o livro, dou-lhes um conselho: evitem ler resenhas que revelem demais. O interessante é o leitor ir descobrindo aos poucos os meandros da trama, bem como os porquês das ações e comportamentos dos personagens. 

O tema em que a história se baseia não é inovador, porém me surpreendi com as causas que sustentam a história. Num mundo pós-apocalíptico, onde os seres humanos foram quase dizimados por uma pandemia, a origem da patologia apresentada pelo autor é bem criativa. Claro, que também não é algo inexplorado, o mesmo patógeno (cordyceps) e cenário similar já foram usados como tema em um Game, entretanto a abordagem é diferente. 

Aqui, o cerne do enredo gira em torno das emoções humanas, da capacidade de amar algo diferente de você e o companheirismo em um ambiente hostil. As alterações físicas, neurológicas e comportamentais dos infectados também é importante, mas vamos descobrindo todos os detalhes no transcorrer da leitura. Então, segurem a curiosidade e não procurem saber demais sobre o livro. Tarefa quase impossível, eu sei. rsrs

Nossa protagonista, Melanie, é uma garota que transmite inocência. Apesar de ter uma inteligência impar, de ser um gênio, ela ignora os fatos que lhe são apresentados todos os dias. As respostas para suas dúvidas e anseios estão todas disponíveis, basta ligar os pontos, porém Melanie é tão pura que não consegue assimilar a realidade. 
Essa falta de malícia é o que torna Melanie uma criança adorável. Mesmo sabendo que a garota é uma "caixa de Pandora", o leitor se apega a ela.
Aliás, vale salientar que o título do livro faz referencia à mitologia de Pandora, ou seja, sob uma aparente inocência ou beleza, reside na verdade uma fonte de calamidades... "Pandora, aquela que possui todos os dons". 

Apesar do livro ser ágil e envolvente, faltou um pouco mais de páginas. rsrs Eu queria saber mais, entender o que estava acontecendo no mundo, como a humanidade em geral estava lidando com a doença, etc... O livro nos dá apenas a perspectiva de Melanie e de quem está a seu redor.
O desfecho me surpreendeu, não por ser inusitado, mas porque eu esperava algo diferente. O final é plausível e faz todo sentido, mas confesso que fiquei abatida com resolução da trama. 
Enfim, para quem curte distopia e thrillers de horror, A Menina que Tinha Dons é leitura obrigatória. Vale muito a pena!

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