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Digno de Nota

quarta-feira, 3 de junho de 2015

[Colorindo nas Entrelinhas] Sucesso e críticas aos livros de colorir

Com fãs ardorosos e críticos ferrenhos, os livros de colorir para adultos continuam nas listas de mais vendidos. Os adeptos defendem a atividade com unhas e dentes, mas há quem abomine, literalmente, tais livros. 

Os comentários desfavoráveis vão desde infantilização, coisa de gente à toa/desocupados, falta de uma pia cheia de louças para lavar, modinha, futilidade, tolice e etc… 
As críticas me parecem infundadas, pois não há valor em impor regras em algo tão simples. Não há idade, gênero, orientação sexual ou ocupação certa para começar a colorir. 
Até formadores de opinião, como: autores, jornalistas, editores e blogueiros, estão se posicionando contra os livros. Infelizmente, parece que ser pedante é cult. 

Os livros de colorir não afastarão possíveis leitores, quem possui o hábito da leitura não vai deixar de fazê-lo por causa de um “Jardim Secreto” ou “Reino Animal”. Editores e livreiros revoltados porque os livros de colorir não deveriam constar nas listas de "mais vendidos". Para alguns os livros de colorir são apenas cadernos de atividades, para outros são considerados livros de terapia ou arte. Independente da classificação, eles conquistaram uma legião de fãs. Se estão aí para ficar, só o tempo poderá dizer.

Eis a pergunta que não quer calar... Por que os livros de colorir incomodam tanto?

Esqueça esse papo de terapia antiestresse, pois o termo isolado não significa nada. Que tal pintarmos um quadro?

Imagine um fim de tarde agradável, depois de ter finalizado seus afazeres ou em um dia de folga. Um
cantinho aconchegante, uma mesa iluminada e uma xícara de café fresquinho ou uma caneca de chá, se preferir. Você abre um belo livro de colorir, repleto de cenários inspiradores, flores e animais selvagens. Para completar o cenário… uma caixa de lápis de cor – daquelas que você sempre sonhou em ter quando criança.

Agora, sua única preocupação é por onde começar… pela flor? Não, talvez o fundo ou pelo tronco da árvore? Ah! As cores… que tom de verde usar ou quem sabe fazer um degradê. Que tal uma árvore roxa e um sapo azul?
Não há regras, a natureza assumirá as cores que você desejar. Simplesmente deixe a imaginação fluir e a criatividade aflorar.

Enquanto você se preocupa com coisas tão simples e inocentes, todo o resto é esquecido. Ali, naquele momento, não há espaço para a violência que testemunhamos todos os dias nos noticiários, não há animais sendo torturados na internet, impunidade, corrupção, malicia, guerras, e misérias.

Só você, um livro ilustrado, cores e harmonia. A palavra de ordem é tranquilidade...

Para mim, o difícil é entender como não aderir aos livros de colorir. Fugir por algumas horas da loucura das redes sociais e problemas do cotidiano está me fazendo muito bem. Me desligar das coisas tristes que vejo todos os dias no trabalho, esquecer - nem que seja por um momento - que a crueldade se tornou algo corriqueiro e poucas coisas nos chocam, não pode ser algo ruim. 

Então, porque tanta objeção a algo que não trás danos? É tão condenável assim querer resgatar um pouco da ingenuidade das crianças? Na verdade, o problema está nos adultos que não sabem brincar… 

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