segunda-feira, 31 de março de 2014

[Lançamento] O livro que inspirou 'Blade Runner'

  Capa com cinta promocional

DE VOLTA ÀS LIVRARIAS O CLÁSSICO DA FICÇÃO QUE INSPIROU O FILME BLADE RUNNER 

Editora Aleph lança nova edição de Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, livro de Philip K. Dick que serviu de base para um dos mais importantes filmes de ficção científica do século 20


Vários sucessos do cinema foram inspirados na obra de Philip K. Dick, mas nenhum tão aclamado, tão simbólico para sua época quanto Blade Runner – O Caçador de Androides. O filme icônico de Ridley Scott foi baseado em um dos livros mais brilhantes do autor:Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, que está sendo lançado pela Editora Aleph.
 
A presente edição, publicada no Brasil pela primeira vez com o título traduzido fielmente do original (Do Androids Dream of Electric Sheep?), traz uma série de extras inéditos em português:
Uma carta emocionante do Dick aos produtores de Blade Runner, na qual enaltece o filme e profetiza seu sucesso; a última entrevista concedida pelo autor, publicada na revista The Twilight Zone na ocasião do lançamento deBlade Runner; e um posfácio escrito pelo jornalista, escritor e tradutor desta edição, Ronaldo Bressane, que faz uma análise crítica da obra e traça paralelos entre filme e livro. A Editora Aleph ainda disponibilizou outros materiais no sitewww.ovelhaseletricas.com.br, como um extenso e divertido perfil de Philip K. Dick escrito em 1975 pelo célebre jornalista e editor Paul Williams, para a revista Rolling Stone; trechos suprimidos e o áudio original de sua última entrevista.

 PKD E O FILME
Não há dúvida de que Blade Runner deu maior visibilidade à obra de Philip K. Dick. Tanto queAndroides Sonham com Ovelhas Elétricas? foi apenas o primeiro de uma série de trabalhos do autor adaptados para o cinema nas últimas três décadas. Mas até hoje é o mais emblemático. Quando Ridley Scott levou o romance de Dick para as telas, talvez não imaginasse que seu longa-metragem se tornaria uma referência cult dos anos 1980. Mas ambos, autor e diretor, apostaram em seu sucesso. Ainda que nem sempre tivesse sido assim.

Na época em que se discutia a adaptação do livro, Dick demonstrava certo ceticismo em relação ao roteiro. Também contrariou os interesses dos produtores ao se recusar a escrever uma "novelização" de Blade Runner, preferindo republicar o livro original. Acabou se rendendo ao filme só quando assistiu a trechos da película e a depoimentos dos envolvidos. E ficou entusiasmado.
Dick acompanhou a produção de Blade Runner, mas não chegou a assistir ao filme, que estreou nos cinemas em junho de 1982, três meses após sua morte. Antes de partir, porém, profetizou: “Minha vida e meu trabalho criativo estão justificados e inteirados porBlade Runner. Obrigado... será um grande sucesso comercial. Se provará insuperável”.

A TRAMA
Num planeta Terra devastado por uma guerra atômica, grande parte da população sobrevivente emigra para os mundos-colônias, fugindo da poeira radioativa que extinguiu inúmeras espécies de animais e de plantas. Toda criatura viva se torna, então, um objeto de desejo para aqueles que permaneceram, mas esse é um privilégio de poucos. Para a maioria que não pode pagar por um espécime autêntico, empresas começam a desenvolver réplicas eletrônicas e incrivelmente realistas de pássaros, gatos, ovelhas... e até mesmo de seres humanos.
Rick Deckard é um caçador de recompensas. Seu trabalho: eliminar androides que vivem ilegalmente na Terra. Seu sonho de consumo: substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal de verdade. A grande chance aparece ao ser designado para perseguir seis androides fugitivos de Marte. É quando Rick percebe que a linha que separa humanos e androides não é tão nítida como acreditava.
Escrito em 1968, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? continua sendo uma obra visionária. Ao criar uma San Francisco sombria e perturbadora, habitada por homens e réplicas perfeitas, Philip K. Dick não só entretém o leitor com seu texto ágil e divertido, mas também o convida à reflexão: o que determina, afinal, a nossa condição de ser humano?

DROPS 
Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? é o sétimo livro de Philip K. Dick publicado pela Aleph. Antes dele vieram O Homem do Castelo Alto (vencedor do Hugo Award de 1963), Valis, Ubik (eleito um dos cem melhores romances em língua inglesa do século 20, pela revista Time), Os Três Estigmas de Palmer Eldritch, Realidades Adaptadas eFluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial (vencedor do John W. Campbell Award de 1975).
• Estão cada vez mais fortes os rumores sobre uma sequência de Blade Runner. O próprio Ridley Scott admitiu que está trabalhando em Blade Runner 2. O ator Harrison Ford também afirmou estar mantendo contato com o diretor.
• A cantora Katy Perry teria afirmado que sonha com um papel em Blade Runner 2, e que adoraria interpretar a personagem Rachael Rosen.
Blade Runner teve duas indicações ao Oscar em 1983: melhor direção de arte e melhores efeitos visuais.
• Estão vendidos os direitos de filmagem de outros dois livros de Dick: O Homem do Castelo Alto e Ubik, sem previsão de lançamento. 

AUTOR
Philip Kindred Dick nasceu nos Estados Unidos em 1928. Ao longo de seus 53 anos de vida escreveu intensamente e com maestria. O profundo questionamento da condição humana e da verdadeira natureza da realidade tornou-se uma marca indelével de sua obra – tanto que a ficcionista Ursula K. Le Guin chegou a considerá-lo o Jorge Luis Borges norte-americano. Dick morreu em 2 de março de 1982, em decorrência de um acidente vascular cerebral, deixando publicados cinco coletâneas de contos e 36 romances. Embora não tenha tido o justo reconhecimento em vida, várias de suas obras tornaram-se conhecidas ao serem roteirizadas para o cinema. Além de Blade Runner, baseado no romanceAndroides Sonham com Ovelhas Elétricas?, O Vingador do Futuro, Minority Report e Os Agentes do Destino, entre outros filmes, foram inspirados em contos de Dick, os quais integram Realidades Adaptadas, edição inédita no mundo organizada pela Aleph. 
 

Título: Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?

Autor: Philip K. Dick

Tradução: Ronaldo Bressane
Formato: 14x21 cm
Número de páginas: 272
Preço de capa: R$ 39,90
Editora: Aleph
ISBN: 978-85-7657-160-5



sexta-feira, 28 de março de 2014

Os Arquivos Perdidos: Os Legados dos Mortos (Pittacus Lore)

“Eu me sinto grato por só ter tido que observar, por não ser um dos mogadorianos agora reduzidos a pó na margem de um rio malásio. Também estou grato por não ser lorieno, por não ter que passar a vida em uma fuga apavorada, com chances mínimas de escapar, só para morrer apunhalado pelas costas.”
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Sinopse:
O que já sabemos da história dos lorienos que fugiram antes da destruição de seu planeta é que os Números Um, Dois e Três morreram na Malásia, na Inglaterra e no Quênia, respectivamente. Antes de serem exterminados, eles eram apenas crianças em um planeta alienígena chamado Terra, onde começaram a descobrir os seus poderes, se esconder dos inimigos e lutar pela vida. 

Com a intenção de traçar os perfis dos Gardes ainda vivos, o temido e perverso mogadoriano general Andrakkus Sutekh obriga seu filho, Adamus, a acessar a memória da loriena Número Um, com o intermédio de uma máquina. Assim, Adamus consegue visualizar as lembranças da Garde através dos olhos dela. Aos poucos, Adamus se deixa envolver pelos lorienos e descobre a verdade sobre seu pai, seu planeta e sua raça. 
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Os Legados dos Mortos é o terceiro conto spin-off, lançado no formato digital, que integra a série Os Legados de Lorien. O que mais me surpreendeu, foi o ponto de vista explorado. É sob o olhar de um Mogadoriano – Adamus Sutekh, conhecido também como Adam – que acompanhamos a caça e o extermínio da número Um, Dois e Três. 
Quem foram e o que aconteceu com os três primeiros Gardes mortos eram temas abordados de forma superficial nos livros anteriores. Porém, em Os Legados dos Mortos temos a oportunidade de conhecermos um pouco mais de suas histórias. Entretanto, é a número Um que participa ativamente da trama. 

Seria interessante que esse conto fosse lido após A Queda dos Cinco, pois é nesse volume que Adam, um Mog insurgente, nos é apresentado pela primeira vez. Adam é diferente, e apesar de, “teoricamente”, ser um inimigo, ele cativa o leitor com seu jeito sensível, inseguro e confuso sobre em que acreditar. 

Adam foi criado sob os ensinamentos mogadorianos, cresceu aprendendo que o certo é a expansão de seu povo e que, para isso, o extermínio de outros povos se faz necessário. Porém, ao participar de um projeto experimental – com o intuito de descobrir o paradeiro dos Gardes na Terra – as crenças de Adam são mudadas para sempre. Adam passa a enxergar a guerra por outro prisma… ele entende que os mogadorianos provocam a destruição e começa a se colocar no lugar dos povos invadidos. Enfim, o tiro literalmente saiu pela culatra para os mogs. 

Todos os contos que li da série são muito legais, mas O Legado dos Mortos é sensacional! O melhor da série até o momento. É tão empolgante que ao terminar, comecei imediatamente a ler o próximo conto – A Busca por Sam. 

Se você acompanha a série, mas ainda não leu os contos… não percam mais tempo! Leiam, porque são muito bacanas. 



terça-feira, 25 de março de 2014

[Digno de Nota] #1 - Gênesis

"Eu não sou uma máquina. O que uma máquina pode saber sobre o aroma da relva molhada de manhã ou sobre o som de um bebê que chora? Eu sou a sensação do calor do sol sobre minha pele; sou a sensação da onda fria que se quebra de encontro ao meu corpo. Sou os lugares que nunca vi, mas que posso imaginar quando meus olhos estão fechados. Sou o sabor do hálito de outra pessoa e a cor dos cabelos dela.
Você zomba da pouca duração da minha vida, mas é o próprio medo de morrer que instila vida dentro de mim. Eu sou o pensador que pensa sobre o pensamento. Eu sou a curiosidade, sou a razão, sou o amor e o ódio. Sou a indiferença. Sou o filho de um pai, que por sua vez foi filho de outro pai. Sou o motivo do riso de minha mãe e a razão de seu pranto. Sou uma maravilha e sou capaz de me maravilhar. Sim, o mundo pode ir apertando botões à medida que passa através de seus circuitos. Mas o mundo não passa através de mim. Eu sou o meio pelo qual o universo teve consciência de si próprio. Sou aquela coisa que nenhuma máquina será capaz de fabricar. Eu sou feito disso: de significado."
Bernard Beckett - Gênesis

* O "digno de nota" é uma coluna com excertos - citações literárias que marcaram minhas leituras.

sexta-feira, 21 de março de 2014

“A COMPANHIA NEGRA” (Glen Cook)

Não há vilões autoproclamados, apenas regimentos de santos autoproclamados. Historiadores vitoriosos decidem de que lado estão o bem e o mal.
Nós abjuramos rótulos. Lutamos por dinheiro e por um orgulho indefinível. Políticas, ética, moral, tudo isso é irrelevante.
 p. 105
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sinopse:
Durante tempos imemoriais, o Dominador e a Dama, o mais poderoso casal de feiticeiros já visto, governaram todo o mundo conhecido com mão de ferro. De maneira implacável, eles venceram todos os seus oponentes e corromperam a alma de seus dez piores inimigos, transformando-os nos Tomados, seres condenados a servi-los por toda a existência. Contudo, um grupo rebelde, liderado pela misteriosa Rosa Branca, conseguiu aprisionar os tiranos e seus seguidores em um sono profundo.

Porém, séculos depois, a Dama e os Tomados finalmente foram despertados. Agora, eles estão decididos a recuperar todo o poder que lhes fora tirado. À medida que se dedicam ao processo de reconquista, o caminho de um deles, o Apanhador de Almas, cruza com o do grupo de mercenários conhecido como Companhia Negra. Por várias gerações, a Companhia serviu a diversos senhores, sempre honrando seus contratos e prosperando.

Contudo, esses dias de glória ficaram no passado. Hoje, o grupo se resume a um pequeno contingente que trabalha para o governante de uma ilha isolada. Tudo o que restou foram histórias, preservadas com afinco por Chagas, o médico da Companhia, que registra todas as suas atividades. Dessa forma, quando o Apanhador oferece a eles a chance de se juntar ao exército da Dama contra os rebeldes, a proposta é aceita de imediato.

O que era para ser uma gloriosa batalha pelo poder rapidamente se revela um pesadelo. Os Tomados são figuras repulsivas que lutam constantemente entre si, e a Companhia logo se vê enredada em intrigas, traição e manipulação. Em meio aos rumores cada vez mais fortes de que, em algum lugar, há uma criança que é a reencarnação da Rosa Branca, Chagas, os olhos e ouvidos do grupo, começa a questionar a própria participação nos eventos. Por mais forte que seja seu fascínio pela figura da Dama, ele não consegue deixar de pensar que, no fim das contas, a Companhia pode ter escolhido se aliar ao lado errado do conflito, e que as consequências dessa decisão podem ser terríveis.
~~~*~~~
A Companhia Negra é o primeiro volume da série As Crônicas da Companhia Negra de Glen Cook. Publicado originalmente na década de 1980, o livro é considerado um clássico da literatura fantástica. Com uma atmosfera sombria e uma ambientação épica/medieval, a história transporta o leitor para um universo de magia, sombras e batalhas sangrentas.

A Companhia Negra é um grupo de mercenários, milícia formada por homens cujo valor moral flerta com a integridade e a desonra. Sua lealdade é frágil, pois aliam-se a quem paga  mais pelos seus serviços. O enredo não possui uma abordagem maniqueísta – onde o bem e o mal são forças absolutas e ocupam lados opostos –, pelo contrário, aqui os personagens são muito humanos e capazes tanto de atos nobres como duvidosos.

Glen Cook não ganhou minha simpatia logo de início, a história tem uma evolução lenta, meio arrastada por aproximadamente 1/3 do livro. Narrado em primeira pessoa, é sob o olhar de Chagas – médico e o cronista que registra as façanhas da Companhia – que acompanhamos as conquistas e desventuras da Companhia Negra. A escrita de Cook é simples e com poucas descrições, o que torna a ambientação rasa. Particularmente, achei que o autor peca pela brevidade.

Os períodos são fragmentados, com frases curtas, sentenças enxutas demais e poucos detalhes. Sabe aquela escrita curta e grossa, aos “soquinhos”? Claro, que essa impressão não me acompanhou durante toda a leitura, mas ocorreu com frequência suficiente para incomodar. Entretanto, com o transcorrer do livro eu acabei me acostumando com o estilo narrativo do autor.
A saga possui dez volumes publicados. Uma boa pedida para os fãs de fantasia épica.



quarta-feira, 19 de março de 2014

[Lançamento] Saída de Emergência Brasil - A Filha do Sangue

A Filha do Sangue, de Anne Bishop – primeiro volume da trilogia das Joias Negras – será lançado dia 20/03. Estou ansiosa para conhecer a série e a capa ficou linda!

Por enquanto, confira a sinopse do livro:

reino distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder próprio que o Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influenciada e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo.
 
Três homens poderosos-inimigos viscerais-sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde nos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.



segunda-feira, 17 de março de 2014

“A ESPOSA VIRGEM” (Deborah Simmons)


— Se você pensa que me molestar lhe dará a sensação de triunfo desejada, vá em frente, me possua – disse ela, despindo o vestido e jogando-o no chão. — Mas eu o aviso de que não importa o que faça para mim, eu jamais darei nada em troca. (…)
(…) — Eu não a possuiria nem que você fosse a única mulher da Terra. Prefiro me satisfazer até com a rameira mais suja – declarou Nicholas coma voz mais áspera.
p. 100 – 101.
~~~*~~~
Bretanha, Idade Média

Após lutar nas cruzadas e ser abandonado para morrer na Terra Santa por seu vizinho Hexham, Nicholas de Laci tinha apenas um propósito na vida… vingança. Mas seu desejo jamais seria realizado, Hexham estava morto e sua derrota não fora perpetrada por suas mãos. Ele nunca se libertaria desse fantasma negro. Nicholas jamais o veria soluçar e, assim, não sentiria o prazer da vingança tão arraigada em sua alma.

No entanto, o destino lhe deu uma segunda chance de tentar apagar as marcas que seu inimigo havia deixado. O rei Eduardo ordenou que Nicholas se casasse com a sobrinha de Hexham, e ele se vingaria de sua descendente sem qualquer sombra de remorso.

Decidido a fazer a moça sofrer pelos pecados do tio, Nicholas planeja descarregar todo seu ódio sobre ela. Mas Sophie Haxham não era uma mulher que se dobra facilmente. Ela mexeria com os sentimentos do marido como ele jamais imaginara. Sophie e Nicholas travarão uma batalha ardente de ódio e paixão, onde o único vencedor é o amor verdadeiro.
~~~*~~~
A Esposa Virgem é o segundo volume da série “De Lacis” de Deborah Simmons. Quando li Bodas de Fogo – primeiro livro – me apaixonei pela história de Isadora e Piers Montmorency – o Cavaleiro Vermelho. O enredo é apaixonante e logo em seguida comprei a continuação da série. A sequencia sobre o irmão de Isadora – aqui chamada de Aisley – não é tão encantadora quanto o primeiro livro, porém foi um leitura descontraída. Aliás, característica da maioria dos romances de banca. Gostaria de fazer uma observação: Em Bodas de Fogo o nome da protagonista foi traduzido para Isadora, porém a editora manteve o nome original de Isadora/Aisley em A Esposa Virgem. Vai entender…

Nicholas de Laci é um homem marcado pelo ódio e que vive em função desse sentimento. Seu único objetivo é realizar a tão sonhada vingança e, para isso, ele deixa de lado o cavalheirismo, educação e valores morais. Na verdade, Nicholas é um ogro! Além de ser turrão, o rapaz me pareceu extremamente imaturo. As justificativas que dava a si próprio para levar a cabo sua vingança são inconsistentes e despropositadas.
Até a metade do livro achei toda situação criada pela autora um verdadeiro porre. Aquela ladainha de vingança, de fazer Sophie sofrer pelas ações do tio se torna chata com o tempo. O que salvou essa fase do livro foram a personalidade de Sophie, a criada Edith com seus conselhos e as situações ridículas que me fizeram dar algumas rizadas. Irônico, claro – mas acabei me divertindo.

Felizmente do meio para o final a autora introduz um “draminha” básico que faz Nicholas repensar suas ações e um conflito que insere um pouco de ação na trama. Foi o que deu fôlego à leitura e me fez acabar curtindo bastante o livro no final das contas.

Sophie Hexham é uma heroína perspicaz, determinada e uma mulher de brio. Gosto de mocinhas que desafiam seus opressores e acabam “quebrando” aquela armadura de homem machão e inflexível. Porém, continuo achando que Deborah Simmons pesou a mão no início do livro na caracterização de Nicholas. Frio, indiferente, mimado, infantil… um asno.
Os protagonistas de Bodas de Fogo possuem uma participação secundária nesse romance, porém foi muito gostoso reencontrar Aisley e Piers. Um personagem que se destaca é Darius, o amigo sírio de Nicholas, mas que é pouco explorado. Há um certo mistério em torno de sua figura, mas nada é revelado. Uma pena, adoraria saber mais sobre Darius.

A Esposa Virgem é um clássico dos históricos românticos de banca. Leitura obrigatória para os fãs do gênero e para quem curte história de redenção através do amor. Fofo, não?

*A Esposa Virgem foi o livro escolhido na última enquete Escolha do Leitor.


Simmons, Deborah. A Esposa Virgem. Nova Cultural, 1997. 220 p. (De Lacis, Vol. 2)




sábado, 15 de março de 2014

Promoção: Sangue no Inverno

Olá pessoal!
Vamos a mais uma promoção! O Lendo nas Entrelinhas sorteará 1 exemplar de "Sangue no Inverno"primeiro volume da série Malin Fors do autor sueco Mons Kallentoft. Leia a resenha AQUI.

Regras do sorteio:
- Os participantes devem residir em território nacional.
- Caso sorteado, o ganhador terá 48 horas para fornecer os dados completos para envio.
- O período de inscrição irá até às 23:59 hs do dia 12/04/2014.
- O resultado será divulgado neste post após o encerramento do sorteio.  
- O prêmio será enviado em até 30 dias após o término da promoção.  

Atenção:
1- No Rafflecopter, faça seu login através de uma conta do Facebook ou email pessoal. Após esses passos, basta clicar nos botões "DO IT" de cada opção que desejar se inscrever.
2- Todas as opções de divulgação da promoção são opcionais.
Obs:
1Para quem já é seguidor do blog, basta incluir seu nome no campo em branco.
2- O Rafflecopter permite que a frase programada seja tuitada 1 vez por dia e que o participante receba os pontos a cada novo RT.

a Rafflecopter giveaway


quinta-feira, 13 de março de 2014

“CINZAS DA MEIA-NOITE” (Lara Adrian)

Ela era sua fortaleza. Seu sangue o mantinha estável e seu amor o mantinha inteiro. Finalmente estava aceitando a si mesmo como era - tudo o que era, incluindo esta parte dele, que havia tentado tanto negar.
p. 332
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Ele só queria justiça. O desejo de vingança pulsava em suas veias e nada seria capaz de aplacar sua fúria. Andreas Reichen perdeu tudo, e a dor liberou o monstro que havia dentro dele. No verão passado, seu Refugio fora atacado e ele foi o único sobrevivente. Toda sua linhagem familiar e amigos que estavam sob sua proteção foram brutalmente assassinados. Ele sabia quem havia comandado o ataque e, agora, não deixaria que o bastardo saísse impune. Wilhelm Roth iria queimar pelo que havia feito.

Contudo, o destino parecia disposto a intervir em seus planos. A companheira de Roth não era uma estranha… Claire Roth fora um amor do passado. Na verdade, Reichen nunca havia se libertado completamente dessa mulher. Ele ainda nutria sentimentos por ela.
Mas Reichen tinha uma missão a cumprir. Justiça a reclamar. Uma última e letal vingança para executar. E nada atrapalharia seu caminho… nem mesmo ela.

Claire Roth é surpreendida quando sua casa vira um campo de guerra. O ataque furioso a obriga a fugir pela noite, mas não há como escapar da ameaça ardente que a persegue. Saído do próprio inferno, um vampiro dominado pelo ódio emerge entre as chamas e cinzas. Ela o reconhece… é Andreas Reichen, seu amante do passado.
Claire será capaz de escapar da fúria assassina desse vampiro ou resistir à forte atração que ele ainda exerce sobre ela?

Dividida entre a lealdade devida a seu companheiro de Raça e a paixão que ainda sente por Reichen, Claire é apanhada num fogo cruzado de ódio e disputas.
Nada vai impedir Andreas de destruir Roth, e Claire pode ser a única que pode conduzi-lo até seu marido. Mas seria ela capaz de trair um laço forjado pelo sangue e colocar o amor de sua vida frente a frente com seu traiçoeiro inimigo?
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Cinzas da Meia-noite é o sexto volume da saga Midnight Breed da autora Lara Adrian. Gosto muito dessa série. Todo o universo criado pela autora em torno da origem da Raça de vampiros, seus costumes e a forma como suas companheiras são escolhidas são muito interessantes. Cada volume foca um casal diferente, porém eventos importantes ligam uma história a outra. Assim, o ideal é que os livros sejam lidos na ordem de publicação.

Alguns volumes atrás, a autora definiu uma nova ameaça à sociedade vampírica e deixou de lado o velho inimigo da Raça – os Renegados. Gosto do novo adversário, pois a Ordem não está mais lutando contra reles viciados em sangue, e sim contra um inimigo sagaz e que possui objetivos muito definidos. 

Nesse romance acompanhamos a história de Andreas Reichen, um vampiro civil aliado da Ordem, que procura aplacar sua dor através da vingança contra seus inimigos. Quem acompanha a série sensibilizou-se em O Véu da Meia-noite com a tragédia ocorrida no Refugio de Andreas. Aqui, vemos um vampiro centrado e integro transformar-se numa criatura dominada pelo ódio e com um poder sobrenatural fora de controle. Agora, Andreas representa um perigo para si mesmo e para os que o rodeiam.

A história tem início em Berlim, com Andreas reencontrando Claire Roth – uma amante do passado que hoje está vinculada e é a Companheira de Raça de seu maior inimigo – Wilhelm Roth. Durante os primeiros capítulos a trama gira em torno apenas das ações de Andreas para executar sua vingança, mas logo o protagonista se vê obrigado a solicitar a ajuda da Ordem e a história passa a incluir o grupo de guerreiros da Raça.

O romance foca os sentimentos de perda e o ódio corrosivo de Andreas por seu inimigo. Sua incapacidade de procurar justiça de outra forma, a não ser pelo derramamento de sangue, faz com que ele se afaste de seu lado humano e seja dominado pelos instintos mais selvagens e cruéis da Raça. 

Claire é uma companheira de raça vinculada, mas que me pareceu ingênua demais e totalmente alheia em relação às intenções de seu marido. Se ela está ligada a ele pelo sangue não seria natural que Claire soubesse o quanto ele é traiçoeiro? Também achei estranho uma mulher poder se vincular a um vampiro já estando vinculada a outro. Só eu achei isso esquisito? No entanto, a química entre Andreas e Claire é muito boa, o que acabou compensando o “deslize” da autora.

Enfim, a história é muito romântica e transmite uma mensagem singela de reencontro e superação. Com um enredo que aborda o sexo, a ação e o lado emocional dos personagens, a autora desenvolveu uma história muito sedutora. 

Adrian, Lara.  Cinzas da Meia-Noite. Universo dos Livros, 2013. 334 p. (Midnight Breed, Vol. 6)

segunda-feira, 10 de março de 2014

[Conheça o Autor] A dinastia de Meg Cabot


Meggin Patricia Cabot nasceu no dia 1 de fevereiro de 1967, em Bloomington, Indiana. Era uma leitora ávida desde tenra idade, no início devorava histórias em quadrinhos e ficção científica na biblioteca local. Em muitas entrevistas, Cabot afirma que ela encontrou seu caminho para a biblioteca durante os meses de verão, porque estava à procura de ar condicionado. Enquanto se refrescava na biblioteca, Cabot logo descobriu a literatura clássica, como To Kill a Mockingbird, do escritor Harper Lee (1926 -), e ​​Jane Eyre, escrito por Charlotte Brontë (1816-1855). Jane Eyre, a história do romance entre um homem e a babá de sua filha, em particular, teve um efeito duradouro sobre a jovem Cabot. Como explicou em uma entrevista em 2004 com Christina Nunez, "Ele me apresentou ao mundo do romance, que eu nunca deixei." 

Além de ler, Cabot também estava obcecada com princesas. "Eu era uma adoradora tradicional das princesas Disney"… Cabot lia sobre princesas (seu conto de fadas favorito é A Bela e a Fera) e fantasiava sobre ser uma princesa na vida real, muitas vezes dizendo que seus pais "reais", o rei e a rainha, chegariam um dia, em Indiana para encontrá-la. Em 1977 – com dez anos –, depois de ver o filme Star Wars, sua mania para a realeza cresceu a novas alturas. "Eu me tornei obcecada com a Princesa Leia", explica Cabot...
Enquanto estava na escola, Cabot começou a escrever suas próprias histórias, porque, como ela afirmou em uma entrevista, não havia absolutamente nada para fazer. "Isso foi nos dias que antecederam os populares TV a cabo e videocassetes, então não havia realmente nada a fazer além de escrever histórias (...)" Além disso, Cabot escreveu para o jornal do ensino médio. Ela também era ativa em atividades extracurriculares, incluindo coro, teatro, e clube de arte. 

Embora gostasse de escrever, Cabot nunca planejou se tornar um autor profissional. Em vez disso, sonhava em ser uma atriz ou veterinária. Infelizmente, ela foi reprovada em álgebra e foi mal em matemática no seu exame SAT1. Após a formatura no ensino médio, Cabot decidiu estudar arte na Universidade de Indiana. Munida com o seu diploma de graduação em Artes, Meg mudou-se para Nova York, com a intenção de seguir uma carreira de Ilustração|ilustradora autônoma. A ilustração, entretanto, logo cedeu lugar à verdadeira paixão de Meg - a composição literária - e, então, abandonou a sua ocupação de ilustradora e arrumou um emprego de assistente administrativa num alojamento de estudantes universitários na Universidade de Nova York. Não era exatamente um emprego dos sonhos, mas houve períodos em que o trabalho era lento, o que lhe deu muito tempo livre para voltar ao seu antigo amor: a escrita. 

Sete anos e milhares de cartas de rejeição mais tarde (Cabot afirma que ela tem um saco de correio cheia de rejeições), seu primeiro romance foi finalmente publicado. Era um romance histórico chamado Where Roses Grow Wild (No Brasil publicado como A Rosa do Inverno), e foi escrito sob o pseudônimo de Patricia Cabot. Ao mesmo tempo, Cabot estava ocupada com um romance chamado O Diário da Princesa, destinado a leitores mais jovens. Mesmo sendo uma autora já publicada, o romance jovem adulto de Cabot foi rejeitado dezessete vezes antes de ser finalmente comprado pela HarperCollins e lançado em 2000. 

A inspiração para a princesa veio de um evento que aconteceu na própria vida de Cabot. Depois da morte de seu pai, sua mãe começou a namorar o ex-professor de arte de sua filha. Cabot estava tão horrorizada que começou a escrever um diário. Ela expandiu as entradas do diário em uma história sobre uma garota chamada Amelia Mignonette Grimaldi Thermopolis Renaldo, também conhecida como Mia, cuja mãe está namorando seu professor de álgebra. Cabot também visitou seus antigos diários do ensino médio para adicionar uma voz adolescente à sua personagem, uma aluna desengonçada, tímida que é criada por sua mãe solteira em um loft em Greenwich Village, em Nova York. 
Além de enfrentar as provações e tribulações da vida adolescente, o mundo de Mia é virado de cabeça para baixo quando ela descobre que seu pai é na verdade o príncipe de um pequeno país europeu chamado Genovia e que ela é o próxima na linha de sucessão ao trono. 
Em apenas poucos anos O Diário da Princesa tornou-se uma mini-dinastia com Meg Cabot como sua rainha. Em março de 2006, Cabot tinha escrito sete títulos da série, assim como vários livros spin-off. Seus esforços foram recompensados em novembro de 2003, quando a autora assinou um acordo de sete dígitos com sua editora.

Além de continuar a série Princesa, HarperCollins assinou com Cabot para expandir duas outras séries YA, A Mediadora e Desparecidos. 
A série A mediadora centra-se numa garota de dezesseis anos, Suze Simon, que acha que seu maior problema é o novo casamento de sua mãe, isto é, até que ela descobre que tem a capacidade única de falar com os mortos. A ideia para A Mediadora foi desencadeada após a morte do pai de Cabot. Durante uma conversa com seu irmão, ele revelou que pensou que poderia ver periodicamente seu pai com o canto do olho. Cabot perguntava: "E se você pudesse ver os fantasmas de cada pessoa morta?". Assim, o caráter de Suze Simon nasceu. 

A série Desaparecidos foi lançada em 2001 com Quando cai o raio. A inspiração para os livros veio quando Cabot e um amigo quase foram literalmente atingidos por um raio. Apesar de ter sido uma situação assustadora, os dois amigos ficaram animados porque talvez adquirissem poderes psíquicos. Claro que isso não aconteceu, então Cabot deu habilidades psíquicas para sua heroína de dezesseis anos de idade, Jess Mastriani, que usa o seu dom para encontrar crianças desaparecidas. 

Porém, Cabot nunca abandonou o seu amor de escrever romances para adultos, tanto romances históricos como contemporâneos. Cabot é rápida em apontar, no entanto, que seus romances adultos são um tanto atrevidos para os mais jovens. Em vez disso, ela orienta os leitores adolescentes para uma linha de romances históricos YA –, Nicola and the Viscount e Victoria and the Rogue (ainda não publicados no Brasil) 

É casada com o escritor financeiro e poeta Benjamin D. Egnatz. O casamento foi celebrado em 1 de abril de 1993, o "April Fool´s Day" (dia dos tolos, ou dia da mentira, como é conhecido no Brasil), a escolha da data foi uma brincadeira de Meg, pois seu marido tinha uma crença de que só os tolos se casam. O casamento ocorreu durante uma fuga para a Itália, e o romance "Todo Garoto Tem" é vagamente inspirado nessa história. 

Em setembro de 2009, Meg Cabot veio ao Brasil durante a Bienal do Livro e se disse fã da escritora Clarice Lispector, e ainda recomendou um livro seu, Laços de Família. Além de participar de diversas seções de autógrafos e palestras na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, Meg Cabot também visitou as cidades de São Paulo, Curitiba e Salvador. 
No ano de 2013 Cabot lançou o " Livro das Princesas " em parceria com as autoras brasileiras Paula Pimenta e Patrícia Barbosa e outra autora americana, Lauren Kate. 


1. O SAT (sigla para Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test) é um exame educacional padronizado nos Estados Unidos aplicado a estudantes do ensino médio, que serve de critério para admissão nas universidades norte-americanas (semelhante ao ENEM brasileiro, embora as universidades não se baseiem somente nas notas dos alunos para aprová-los).


sexta-feira, 7 de março de 2014

“CONVERGENTE” (Veronica Roth)

''Eu não estou bem. Estava começando a sentir que eu tinha finalmente encontrado um lugar para ficar, um lugar que não era tão instável, corrompido ou controlado em que eu poderia realmente ficar. Você pensaria que eu teria aprendido até agora – tal lugar não existe.''
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Sinopse:

A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou - destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Portanto, diante da chance de explorar o mundo além dos limites que ela conhecia, Tris não hesita. Talvez, assim, ela e Tobias possam ter uma vida simples e nova juntos, livres de mentiras complicadas, lealdades suspeitas e memórias dolorosas.

No entanto, a nova realidade de Tris torna-se ainda mais alarmante do que aquela deixada para trás. Antigas descobertas rapidamente perdem o sentido. Novas verdades explosivas transformam os corações daqueles que ela ama. Então, mais uma vez, Tris é obrigada a compreender as complexidades da natureza humana – e a si mesma –, enquanto convergem sobre ela escolhas impossíveis que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.
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Convergente encerra a série distópica Divergente de Veronica Roth. O desfecho do livro anterior – Insurgente – me deixou muito curiosa em relação ao rumo e as revelações que a autora daria nesse final de série. Iniciei a leitura cheia de expectativas, mas com aquela pontinha de desconfiança. Afinal, a maioria das séries apresentam desfechos pouco surpreendentes.

Infelizmente, Convergente não foi diferente. Alguns leitores acharão o desfecho épico, chocante, inquietante e blá blá blá… Mas se as ações dos personagens ao longo da série forem encaradas como um indício, o que ocorreu nesse final era apenas uma questão de tempo. Óbvio até. Confesso que não me surpreendi. Na resenha de Insurgente eu falei bastante do comportamento dos personagens.
Não me entendam mal, o livro não é ruim, porém ao tentar provocar fortes emoções no leitor, Roth foi previsível. Pois, no final das contas, os personagens mantém o mesmo padrão de decisões... batendo cabeça. Nada mudou.

A narrativa se divide entre os pontos de vista de Tris e Tobias (Quatro). Com essa abordagem a autora apresenta uma nova faceta de Tobias, pois vemos seu lado mais emocional e vulnerável. Aquela imagem de homem forte e maduro dos livros anteriores foi perdida. Aliás, achei Tobias extremamente ingênuo aqui.

A maior parte da história concentra-se em apresentar o mundo real, o que ocorre fora da cidade – além da cerca e do sistema de facções. Essa fase possui um ritmo bom, pontuado com alguns episódios de conflito e ação. As revelações são interessantes, mas achei tudo muito vago e até sem sentido. As explicações que a autora deu sobre a existência da divergência não me convenceram, sem falar na ladainha sobre mutação genética. Ah… não vamos esquecer dos “soros” milagrosos, a salvação para todos os problemas da sociedade. rsrs...

Outra característica do enredo que me incomodou bastante, é que a autora se rendeu à tendência de simplificar as coisas e mostrar o lado benevolente das pessoas. Os erros são perdoados, os vilões se redimem com uma simples demonstração de afeto e o livro termina com uma mensagem clichê de altruísmos e superação. 

Enfim, se você leu os livros anteriores, vale a pena concluir a série. Mas, para mim, o desfecho ficou aquém do esperado.



quarta-feira, 5 de março de 2014

[Lançamentos] Março - Editora Intríneca



As doze tribos de Hattie, de Ayana Mathis

Em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto, e observa indefesa seu casal de filhos gêmeos sucumbir a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão vidas, e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. A partir da perspectiva de cada um dos doze descendentes de Hattie, acompanhamos a história monumental de uma mãe e a trajetória de uma família.

Silo, de Hugh Howey

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras. Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.

Restos humanos, de Elizabeth Haynes

Ao encontrar por acaso o corpo de uma vizinha em avançado estágio de decomposição, Annabel Hayer, que trabalha com análise de informações para a polícia, fica horrorizada ao pensar que ninguém – e isso inclui ela mesma – sentiu falta daquela mulher. De volta ao trabalho, ela vasculha os arquivos policiais e encontra dados que mostram um aumento significativo de casos como aquele nos últimos meses em sua cidade. Conforme aprofunda sua investigação, Annabel parece cada vez mais convencida de estar no rastro de um assassino e é obrigada a enfrentar os próprios demônios.

A maldição do titã: Graphic Novel – Série Percy Jackson e os olimpianos (vol. 3), de Rick Riordan, Robert Venditti, Attila Futaki e Greg Guilhaumond

Percy está de volta em mais uma missão. Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros: um monstro ancestral foi despertado – um ser com poder suficiente para destruir o Olimpo –, e Ártemis, a única deusa capaz de encontrá-lo, desapareceu em uma caçada. Percy e seus amigos – entre eles, dois novos meio-sangues de ascendência ainda desconhecida – têm apenas uma semana para localizar a deusa sequestrada e solucionar o mistério que ronda o monstro que ela perseguia. A terceira aventura da série coloca nosso herói e seus aliados frente a frente com o maior desafio de suas vidas: a terrível profecia da maldição do titã.

Uma questão de caráter, de Paul Tough 

Por que algumas crianças se tornam adultos bem-sucedidos e outras não? Essa pergunta intriga pais e pedagogos do mundo inteiro, e a resposta mais comum tende a ser que o potencial de sucesso de uma criança varia de acordo com sua inteligência. Mas, nas últimas décadas, pesquisadores vêm constatando que notas altas e testes de QI não são indicadores de uma educação de qualidade – e muito menos uma garantia de sucesso na vida.
O jornalista Paul Tough coloca em debate o atual paradigma da educação e questiona o valor dado à ideia de que uma criança bem-sucedida é aquela capaz de memorizar todo o conteúdo transmitido na sala de aula. Em Uma questão de caráter, o autor aborda com grande clareza o problema e defende: devemos dar mais atenção ao desenvolvimento de qualidades não cognitivas, como curiosidade, persistência e determinação.

Schroder, de Amity Gaige

Ao se candidatar a uma vaga em uma tradicional colônia de férias para meninos, Erik Schroder – um adolescente de quatorze anos que deixou a Alemanha Oriental rumo aos Estados Unidos ainda criança – adota um novo nome, Eric Kennedy, na esperança de melhor se encaixar entre os garotos americanos. Uma mentira aparentemente inofensiva, mas que o levará a uma jornada trágica e irracional.
Anos depois de forjar a nova identidade, já adulto e morando em Nova York, Eric é declarado fugitivo pela polícia quando desaparece com Meadow, sua filha de seis anos. Em meio a uma dolorosa batalha com a ex-mulher pela guarda da menina, Eric tenta escapar das autoridades, e as pessoas logo vão descobrir que ele não é quem diz ser.

O segredo do meu marido, de Liane Moriarty

Cecilia Fitzpatrick encontra no sótão de casa uma carta escrita por seu marido. Seria algo corriqueiro, não fosse uma anotação bastante intrigante no envelope: “Para ser aberto apenas na ocasião da minha morte.” Apesar da recomendação, ela resolve abrir a carta e se vê obrigada a lidar com uma revelação avassaladora. O segredo do seu marido, John-Paul, atingirá não só seus três filhos e um longo e sólido casamento, mas também a vida de outras duas famílias. Cecilia agora precisará fazer uma escolha: optar pelo silêncio e permitir que a verdade corroa seu coração ou revelar o que leu e magoar profundamente as pessoas que mais ama. 

O que me faz pular, de Naoki Higashida

Naoki Higashida sofre de autismo severo. Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e, aos treze anos, realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O jovem explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com autismo e compartilha conosco suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato e um conto inesquecível.




domingo, 2 de março de 2014

Resultado do Sorteio: O Manipulador

Olá Pessoal.

Vamos ao resultado de mais um sorteio! Hoje saberemos quem levará para casa 1 exemplar de "O Manipulador" - novo thriller jurídico de John Grisham.  Agradeço a participação de todos.

O sorteado é: 

 Eva Munhoz 


Parabéns!!

O ganhador deve responder ao e-mail e fornecer o endereço para envio no prazo de 48 horas.


Comentarista Premiado: Março 2014



Olá pessoal! 
Vamos ao Comentarista Premiado de março! Esse mês o sorteado levará para casa um kit contendo o 1 exemplar do livro Strange Angel de Lili St. Crow + 20 marcadores variados + 2 livretos + cartões variados dos thrillers Intrínseca.


Não esqueça de preencher os dados solicitados, com nome e data do post em que comentou. Sem essa informação não há como conferir o comentário e o sorteado será desclassificado.

Regras do sorteio:
  • Será aceito apenas 1 comentário em cada postagem.
  • Os comentários deverão ser condizentes com o post.
  • O sorteio terá validade de 01/03 a 31/03 de 2014.   
  • É válido comentários em qualquer postagem durante a semana, exceto nas postagens de promoções.
  • O Raffelecopter só aceita um link por dia, então fique atento para não perder os prazos. (vale lembrar que as postagens do blog não são diárias)
  • Serão desconsiderados comentários fora do prazo ou anônimos.
  • O participante deve residir  no Brasil 
  • O resultado será divulgado neste post após o encerramento do sorteio.
  • O prêmio será enviado em até 30 dias após o término da promoção.

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Agora, vamos conhecer o ganhador do Comentarista Premiado de Fevereiro:


E quem levou para casa o kit contendo o 1° e 2° volumes da série Beautiful Dead (Jonas + Arizona) + 20 marcadores variados + 2 livretos +1 caneta + 1 caderneta foi...


Priscila Nogueira


Parabéns!