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Digno de Nota

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

“ANTES QUE EU VÁ” (Lauren Oliver)

TALVEZ...
Talvez você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Um, dois, três ou dez milhões de amanhãs... Tanto tempo, que você possa nadar nele, deixar rolar e enrolar-se nele, deixá-lo cair como moedas por entre os dedos. Tanto tempo, que você possa desperdiçá-lo.
Mas, para alguns de nós, há apenas o hoje. E a verdade, afinal, é que você nunca sabe quando chegará sua vez.

~~~*~~~
Sam Kingston é uma garota privilegiada. Ela é popular, bonita, tem o namorado mais desejado do colégio e três amigas incríveis. Sam gosta de pensar que todas as portas se abrirão à ela, que quando for mais velha, olhará para trás e verá que beijou os caras mais bonitos, foi às melhores festas e fez as escolhas certas. Mas tudo muda em uma sexta-feira como outra qualquer…

Era 12 de fevereiro - o Dia do Cupido - uma data muito especial no colégio Thomas Jefferson. Todo ano no Dia do Cupido rosas são entregues por amigos e admiradores, e a quantidade de rosas que se recebe diz se você é popular ou não. Sam estava ansiosa, mas não era apenas por causa das rosas, esse também era o dia em que ela faria sexo pela primeira vez.

Seu dia transcorreu como o esperado, mas a noite prometia ser agitada. Ela iria com suas amigas à festa de Kent, um esquisitão que no passado foi seu amigo. Lá, ela encontraria com Rob e, finalmente, teria sua noite de amor. Mas as coisas não saíram como ela esperava…a festa foi um desastre. A garota mais odiada do colégio cismou de aparecer e insultá-la e Rob bebeu tanto que não se aguentava em pé. Sua noite estava arruinada e ao sair da festa com suas amigas o impensável aconteceu… um flash, gritos, um ruído horrível e depois…nada. Sam estava morta.

Mas este não era o fim. Ela acordou novamente na manhã do dia 12 de fevereiro…o dia do cupido. Sam recebeu a oportunidade de reescrever sua história, ela viveria o mesmo dia sete vezes.
Samantha Kingston estava morta, mas não conseguia parar de viver…
Mas o que fazer? Tentar alterar seu destino ou viver o tempo que lhe restava da melhor forma possível? Apenas um piscar de olhos seria suficiente para mudar a rumo dos acontecimentos, mas ela nunca imaginou que suas escolhas pudessem influenciar a vida de todos à sua volta.
~~~*~~~
“Antes Que Eu Vá” retrata de modo franco que a felicidade está nas coisas simples que nos rodeiam. Aqui, a verdadeira vida de Sam começa após a morte.

A escrita de Lauren Oliver consegue ser ao mesmo tempo fluida e reflexiva, ela nos leva por um caminho de autoconhecimento e compreensão do que “viver” representa. Sob o olhar de Sam, acabamos conhecendo seus anseios e a angústia de saber o momento de sua morte. Em grande parte da história, paira uma atmosfera de esperança. Será que Sam conseguirá mudar seu destino? Porém, nos capítulos finais, meu sentimento de esperança foi substituído por resignação e, ao fechar o livro, percebi que essa mudança foi um reflexo do aprendizado de Sam. O leitor se identifica com os personagens e segue o mesmo caminho evolutivo da protagonista. Chega um momento que paramos de lutar contra a hora da morte e concluímos que o importante não é o tempo que nos resta e, sim, o que fazemos com ele. Somos conduzidos ao lado de Sam por uma onda de tropeços, erros e acertos.

A história nos apresenta personagens com características únicas que, pouco a pouco, são despidos perante o leitor e suas essências reveladas. Alguns parecem ser irrelevantes no início, mas suas vidas vão se entrelaçando com a de Sam e, no decorrer da trama, ganham força e destaque.

Lauren Oliver não amortece a realidade dos jovens, não há aquela falsa inocência ou moralidade disfarçada. A autora explora temas polêmicos como: bullying, suicídio e uso de drogas. Em “Antes Que Eu Vá” a morte não é pintada como algo pacífico; é dor, calor, angustia… um caos dos sentidos.

Apesar da narrativa evoluir rapidamente, confesso que senti certa dificuldade durante a leitura. Para mim, foi um pouco enfadonho revisitar os mesmos acontecimentos sete vezes. O desfecho não me surpreendeu. Fiquei dividida entre a frustração pelo final previsível e o alívio por constatar que a história terminou sem descambar para o absurdo. Eu queria um final mais emotivo, mas não posso negar que o desfecho sem disfarces ou artifícios conferiu um ar de autenticidade sobre a fantasia exposta no livro.

“Antes Que Eu Vá” é uma história de redenção, que nos faz refletir sobre a vida, a morte e as consequências de nossos atos. Um livro que inicia com os sonhos e esperanças de uma garota, e termina com uma lição de vida.

Oliver, Lauren.  Antes Que Eu Vá. Intrínseca, 2011. 368 p.

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