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Digno de Nota

segunda-feira, 23 de abril de 2012

“O ÚLTIMO GRITO” (Lisa Jackson)

Lambi os lábios em expectativa; senti o sal do suor que brotava de minha pele. “Queime sua filha da puta infeliz”. Pensei e sorri ao perceber o quanto eu era inteligente e como ninguém jamais suspeitaria de mim. Sempre fui uma pessoa estereotipada por esta comunidade patética e bitolada, alguém sem capacidade ou meios para fazer algo tão complicado quanto um assassinato.
Mal sabiam eles.
Pág. 10
~~~*~~~
Prosperity, Oregon, 1977.
Aos dezesseis anos, Cassidy Buchanan era muito diferente de sua irmã mais velha. Angie era linda… possuía curvas sensuais, lábios convidativos e por onde passava atraia olhares cobiçosos. Angie sem dúvida era a garota mais bonita de Prosperity. Agora, Cassidy, era uma menina levada. Passava horas na estrebaria da fazenda, adorava cavalgar pelas colinas, nadar ao amanhecer e desobedecer ordens. Ela cheirava a suor, feno e esterco. Cassidy sentia-se enojada só de pensar em chamar o mesmo tipo de atenção que a irmã. Não suportaria toda aquela adoração, desejo e frustração sexual que Angie provocava.

Cassidy nunca se interessou por rapazes… Até conhecer a última aquisição de seu pai, Brig Mackenzie. Alto, de ombros largos, pele bronzeada e olhos azuis furiosos. Perigosamente sexy.
Ela já ouvira muitas histórias sobre Brig. Aos dezenove anos, ele já possuía uma fama consolidada de encrenqueiro, libertino e beberrão. Ninguém mais confiava no caráter de Brig e seu pai, Rex Buchanan, foi o único que ousou contratá-lo.

A proximidade com Brig desencadeou uma paixão avassaladora. Pela primeira vez Cassidy experimentou o amor… e foi correspondida. Porém, esse amor juvenil foi levado pelo fogo… Um incêndio criminoso, em uma das propriedades da família Buchanan, afastou Cassidy de  Brig.

O autor do incêndio, com vítimas fatais, nunca foi descoberto e o caso não foi solucionado. Perturbada com o crime, Cassidy decide sair de Prosperity para tentar esquecer as mortes e seu primeiro amor…

Dezessete anos depois, Cassidy retorna à sua cidade natal. Agora ela é uma jornalista, casou-se com Chase Mackenzie – irmão de sua paixão da juventude – e está determinada a enfrentar seus demônios. Entretanto, outro incêndio acontece, provocando suspeitas sobre Cassidy. Intrigados com a semelhança entre os dois incêndios e pela proximidade de Cassidy com as vítimas, a polícia começa a remexer no passado... Trazendo à tona, segredos inconfessáveis e despertando fantasmas que preferem manter-se esquecidos.
~~~*~~~
O Último Grito, escrito por Lisa Jackson, é um suspense romântico repleto de ingredientes atraentes: mistério, assassinato e um romance cálido. Todos esses elementos são apresentados ao leitor através de uma escrita sedutora e muito prazerosa. O primeiro livro que li da autora foi “Calafrios” e, desde então, nutri grande admiração pelo estilo narrativo de Jackson.

Quem acompanha o blog sabe o quanto sou fã de thrillers policiais e sou muito crítica nesse sentido. Porém, aconselho ao leitor a não encarar O Último Grito como um romance policial tradicional. Sim, a trama possui como pano de fundo um crime a ser solucionado, mas o suspense compete em igual medida com o romance amoroso entre os protagonistas. Lisa Jackson constrói bem seu enredo como um todo, entretanto se formos analisar criticamente a vertente policial, obviamente esta deixará a desejar.

Para deixar mais claro o que o leitor encontrará, O Último Grito é dividido em duas partes. A primeira – que transcorre em 1977 – fundamenta os acontecimentos futuros e introduz o leitor tanto no romance quanto no mistério policial. Essa parcela inicial é bem “romanção”. A autora finaliza essa parte com um duplo assassinato.

A solução desse crime é desenvolvida na segunda metade da história. O enredo policial é mais forte nesse segmento, porém repleto de clichês e sem grandes desafios. Apesar do cenário de crimes não surpreender, a autora consegue induzir o leitor a elaborar inúmeras teorias e levar-nos ao erro. Só desconfiei quem era o culpado nos capítulos finais, isso porque a autora acabou deixando a solução óbvia.

Devo confessar que, assim que bati os olhos na descrição de Brig, tive uma sensação de déjà-vu. Vejam bem, Brig é uma rapaz com espírito indomável, um mestiço com sangue indígena, cabelos negros, pele morena e estonteantes olhos azuis, lida com cavalos e para completar se chama Mackenzie… Lembra alguém, não é? Para quem não sabe do que estou falando...conheça Joe Mackenzie.

O Último Grito não possui um enredo policial merecedor de grandes elogios, mas como suspense romântico…é delicioso.

Jackson, Lisa. O Último Grito. Bertrand Brasil, 2011. 602 p.

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