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Digno de Nota

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

“DIVERGENTE” (Veronica Roth)

Os seres humanos, de uma maneira geral, não conseguem ser bons por muito tempo antes que o mal penetre novamente entre nós e nos envenene.
p. 454
~~~*~~~
Numa Chicago do futuro, a sociedade assumiu uma filosofia democrática baseada no aperfeiçoamento de virtudes. Os antepassados perceberam que a culpa pelo caos do mundo não poderia ser atribuída à ideologia política, à crenças religiosas, à raça ou nacionalismo. Eles concluíram que a culpa era da personalidade humana. Assim, dividiram-se em facções para erradicar as qualidades responsáveis pela desordem.

Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade. Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição. Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza. Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação. E os culpavam a covardia se juntaram à Audácia. As cinco facções têm vivido em paz há anos, cada uma contribuíndo com um setor diferente da sociedade.
Os jovens são educados segundo os princípios da facção de seus pais. Mas ao completarem dezesseis anos, são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher um dos cinco caminhos predeterminados, onde passarão o resto de suas vidas.

Beatrice Prior cresceu na Abnegação, mas ela nunca se sentiu uma pessoa altruísta. Ela tinha uma difícil escolha pela frente... permanecer junto à sua família ou seguir seus instintos.
Durante a cerimônia de iniciação, Beatrice surpreende a todos com sua decisão. Agora, não há mais volta. Beatrice torna-se Tris, e se prepara para enfrentar um dos maiores desafios de sua vida.
Entre duros treinamentos, competições acirradas e adversários implacáveis, ela conquistará a amizade de alguns e a hostilidade de outros. Mas são os inesperados sentimentos por Quatro, um rapaz que ao mesmo tempo a fascina e perturba, que lhe darão forças.
Mas ela está correndo um grande risco, pois esconde um segredo que pode provocar sua morte. Enquanto luta para se manter inteira, Tris descobre que sua sociedade perfeita está ameaçada. Ela descobre também que seu segredo pode ser a salvação ou a destruição daqueles que ama.
~~~*~~~
Divergente, primeiro volume da série homônima de Veronica Roth, é mais um YA distópico que vem agradando os fãs do gênero. Eu sou suspeita para falar, porque também adoro.

O mundo pós-apocalíptico construído pela autora é muito interessante. Uma estrutura social que parece sólida e triunfante em seu propósito de evitar conflitos, porém mostra que boas intenções não são suficientes para refrear o caráter irascível do ser humano. Roth coloca em xeque a questão da criação versus a personalidade. O ambiente onde crescemos define os princípios que seguiremos quando adultos? Ou, apesar das influências, cada pessoa será guiada por predisposições naturais? Individualidade consciente ou instintiva? Gostei muito dessa premissa, pois leva o leitor a reflexões sobre escolhas, tomada de decisões e índole.

O que levou o mundo a se dividir em facções é explorado de forma vaga, porém não senti necessidade de maiores explicações. O que foi apresentado me pareceu suficiente para entender o ideal dos cidadãos dessa nova sociedade.

A narrativa em primeira pessoa é envolvente, mas seria muito mais atraente se mostrasse a visão de outros personagens. Por focar somente no ponto de vista de Tris, o leitor fica confinado no universo da facção de sua escolha. Por exemplo, fiquei curiosa para saber o que estava acontecendo com Caleb – irmão de Tris – que está em outra facção, local onde a verdadeira trama da história está sendo traçada.

Gostei dos personagens, principalmente de Quatro e da mãe de Tris. Esta, tem uma aura de mistério e força, porém aparece pouco na história. Confesso que senti certa antipatia por Tris. No início, enquanto ainda estava na Abnegação, Tris prometia ser uma protagonista que faria diferença em seu mundo. Ela se mostra forte e determinada, porém ao longo do livro a autora lhe conferiu características que me desagradaram. Em várias situações, principalmente quando a verdadeira índole de Tris era testada, a personagem se mostrou um tanto mesquinha. Talvez, a ideia da autora fosse mostrar que as pessoas possuem uma dualidade de caráter. Entretanto, para mim, o impacto foi negativo. Tris me pareceu cruel e egoísta. Espero que essa impressão ruim que fiquei da protagonista desapareça no próximo volume.
O desfecho do livro é repleto de ação, drama e mistério. Mas… achei que tudo se resolveu num piscar de olhos, fácil demais. Mesmo assim, Divergente é um livro que nos prende do início ao fim.

Roth, Veronica. Divergente. Editora Rocco, 2012. 504 p. (Divergente, Vol. 1) 

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