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Digno de Nota

segunda-feira, 8 de abril de 2013

[Entrevista] Nicole Peeler - Autora de Garota Tempestade

A editora Valentina, com a ajuda de blogueiros e leitores, selecionou algumas perguntas para entrevistar Nicole Peeler, autora de Garota Tempestade -  primeiro volume da série urban fantasy "O Estranho Mundo de Jane True."

Confira algumas perguntas da entrevista:


PERGUNTAS FEITAS POR BLOGUEIROS:

  • Gabrielle Alves, do blog Livros e Citações (http://www.livrosecitacoes.com)
– O que te inspirou para fazer personagens tão diferentes, não só fisicamente, mas com personalidades tão exuberantes e doidinhas? 
Nicole Peeler: Sempre fui atraída por pessoas com muita personalidade, que enxergam o mundo meio diferente. Então usei as características dos meus amigos para criar os personagens do mundo da Jane. Tenho sorte de conhecer muitas pessoas brilhantes e doidas ao mesmo tempo.
  • Camila Palmeira, do blog Daily of books (http://dailyofbooks.blogspot.com.br/)
- Dos personagens masculinos que você criou, qual o seu favorito? Algum deles foi inspirado em algum homem “real”? 
NP: Eu fiquei muito surpresa em ver como as pessoas gostaram do Gus, o espírito de pedra. Ele está virando um Cult e já tem muitas fãs. Mas o meu favorito para escrever é o Ryu. Ele é um pegador, divertidíssimo. E eu definitivamente já namorei mais que alguns Ryus na minha vida.
  • Fernanda Cagno, do blog Brilho das Estrelas (http://brihodasestrelas.blogspot.com.br)
– O que te fez querer ser uma escritora? 
NP: Eu fui inspirada pela Sookie Stackhouse, escrita pela Charlaine Harris. Li no avião e pensei “Posso fazer isso.” Quando voltei para casa, criei a Jane. Foi bem louco. Seis meses depois eu já tinha um agente, e logo após tínhamos vendido nosso primeiro livro.
  • Luciana Zuanon, do blog Apaixonada por Romances (http://www.apaixonadaporromances.com.br/)
- Que outros projetos você está trabalhando e que gostaria de nos contar? 
NP: Estou trabalhando em dois novos projetos. O primeiro é uma fantasia, mas é mais uma história alternativa que urban fantasy. E o outro é um mistério paranormal. Em breve teremos novos anúncios, se tudo der certo.
  • Luisa Garrozi, do blog Fome de Livros (http://blog.fomedelivros.com.br/)
– Quais autores você admira e por quê? E quanta pesquisa teve que fazer para criar um mundo tão diferente? Quais fontes você usou? 
NP: Eu admiro muitos autores. Nesse momento, minha heroína é Elizabeth Peters, que também escreve como Barbara Michaels. Ela é uma egiptóloga  que escreve mistérios e romances góticos. Eu amo os livros dela. Quanto à pesquisa, eu fiz um monte, mas foi tão divertido descobrir sobre essas criaturas que não foi um trabalho chato. Para encontrá-las usei muito a internet, mas também tenho alguns livros que são enciclopédias de seres mitológicos – foram bastante úteis.
  • Danilo Barbosa, do blog Literatura de Cabeça (http://literaturadecabeca.com.br)
- O que você acha que leva o leitor a gostar de fantasia? Acha que este gênero é um modismo ou algo que perdurará?
NP: Eu acho que sempre existiu. Pense sobre Drácula, Frankenstein e Viagens de Guilliver. Ainda cito a mitologia que existe dentro da história humana. Nós sempre gostamos de elementos fantásticos na ficção e acho que sempre gostaremos.
  • Andréia Bittencourt, do blog Mon Petit Poison (http://www.monpetitpoison.com)
- Geralmente vemos a protagonista ter entre 16 a 20 anos, por que subir a idade da protagonista para 26? Queria fugir desse estereótipo ou tinha algo (ou vai ter) que impediria de ser contado se fosse mais nova? 
NP: Eu queria que a Jane tivesse idade suficiente para que suas decisões fossem importantes, mas ao mesmo tempo em que ainda fosse jovem o bastante para ser inocente. Também queria que a infância traumática fosse relativamente recente, mas que já tivesse amadurecido a ponto de conviver bem com o passado.
  • Rosana Gutierrez, do blog Livrólogos (http://livrologos.com.br)
– Você sempre quis ser uma escritora? Os seus pais e familiares apoiaram sua decisão? 
NP: Eu sempre amei ler, então sonhava em ser uma escritora... Mas eu também sonhei em ser um piloto de avião e uma arqueóloga. Então ainda estou surpresa que acabei onde estou, para ser honesta. E minha família sempre me apoiou. Ajuda, também, que eu tenho um emprego de professora. É duro ganhar a vida atualmente sendo autor.
  • Irene Moreira, do blog Saleta de Leitura (http://saletadeleitura.blogspot.com)
- A Jane é uma personagem sexualmente liberada e sem preconceitos, sou apaixonada por esse jeitinho dela e acho importante que haja personagens assim na literatura, acho-os necessários para construir um mundo menos preconceituoso. Mas aqui no Brasil, por exemplo, existem muitas pessoas preconceituosas que criticam a homoafetividade, sexo fora do casamento e sem intenção de reproduzir, por exemplo. Você já foi hostilizada ou sofreu alguma crítica por parte dessas pessoas, por ter construído uma personagem tão livre? 
NP: Eu sempre levei a vida a mil e fui aberta quanto a valores. Por sorte, nunca sofri com isso. Sou privilegiada, pois tenho ensino superior, venho da classe média, sou branca e etc. Isso significa que consigo me defender. Além disso, as pessoas já me respeitam mais por causa de onde nasci e como fui criada. Então eu tento usar esses privilégios para falar por aqueles cujas vozes estão reprimidas. Acho que os livros da Jane são um pouco políticos, até porque não falam da luta de ser uma pessoa diferente, mas do prazer. Mostram que existe uma forma diferente de viver, fora dos padrões, digamos, caretas. Obrigada pela ótima pergunta.
  • Thaís Cavalcante, do blog Pronome Interrogativo (http://www.pronomeinterrogativo.com)
– Porque você escolheu o Old Sow como ponto de partida? 
NP: O Old Sow é o motivo que todo autor deve pesquisar. Eu queria que a Jane nadasse perto de alguma coisa realmente perigosa, porque ela tinha que perceber que sua natação não era “normal”. Então eu comecei a pesquisar sobre o oceano perto do Maine e encontrei o Old Sow. É real, mas não poderia ser mais esquisito se fosse inventado. Um vórtice mortífero, no meio do oceano, nomeado em homenagem a um porco? Sério? Eu amei a ideia e usei. E praticamente se tornou um personagem na história.


PERGUNTAS DA EDITORA E ENVIADAS POR LEITORES ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS:


– Qual atriz você gostaria de ver interpretando Jane no cinema?
NP: Eu acho que a Emma Stone faria uma ótima Jane. Ela tem aquele jeito sexy e engraçado, que a torna perfeita para o papel. 

– Você usa um monte de referências pop. Quais são seus programas de TV favoritos, desenho, filme, música e revista? 
NP: Eu só FALO do mundo pop. A verdade é que sei muito pouco de cultura pop. Nunca vejo TV, e raramente vejo um filme. Escuto muita música, mas a maioria é meio alternativa. A única revista que leio, se é que pode chamar de revista, é a New York Review of Books. As referências eu acabo pegando com meus alunos. Não me exponho muito à cultura pop porque senão ficaria viciada. 

– Jane True é seu primeiro livro publicado no Brasil. O que você sabe sobre o nosso país? Você planeja ou gostaria de vir nos visitar? 
NP: Eu adoraria visita-los, mas admito que conheço muito pouco sobre o Brasil. Definitivamente amaria visitá-los. Já escutei que é maravilhoso e eu AMO viajar. Então me chamem quando quiserem! 

– É muito comum na literatura moderna personagens que possuem poderes sobrenaturais ou podem mudar de forma, mas normalmente se usa animais como pássaros ou lobos, algumas vezes até morcegos. De onde veio a ideia de usar uma foca? Porque a foca? Que poder uma foca poderia ter para fazer a Jane ser tão forte? 
NP: Eu tive uma aula de mitologia Céltica quando estava no ensino médio e me apaixonei pelos selkies. Eles são trágicos e bonitos, além de uma ótima metáfora para a mulher jovem que se sente presa entre dois mundos, o que é mais ou menos o que a Jane sempre foi. Quanto à força, eu queria escrever o oposto à heroína fodona. Eu acho muito fácil ser corajoso quando se tem anos de treinamento e máquinas poderosas à sua disposição. Mas ser corajoso quando se é vulnerável? Isso é a verdadeira coragem, e as mulheres mostram esse tipo de resiliência todos os dias. Eu queria recompensá-las por isso. 
– Atualmente no Brasil temos muitos novos autores escrevendo fantasia. Você conhece algum? Tem algum conselho para aqueles que estão tentando escrever? 
NP: Meu maior conselho é: ESCREVA! Não se preocupe se é ruim, simplesmente escreva. Quando você tiver muitas páginas, aí você pode voltar e consertá-las, fazê-las melhor. Mas você não pode melhorar alguma coisa que não está no papel. Então escreva, escreva e escreva! 

– Por que o Complexo está localizado no Canadá? É uma piada? Não poderia ser em outro lugar? 
NP: Sempre achei engraçado como tudo acontece nos EUA, tanto nos livros como nos filmes. Alienígenas sempre invadem os EUA, vampiros sempre tentam dominar o mundo começando por Manhattan. Então eu tentei fazer coisas importantes acontecerem em outros lugares. Além disso, meus seres sobrenaturais não têm as mesmas fronteiras que os humanos, então eu criei o Complexo no Canadá. E Jane ama poutine*, então deu tudo certo.
*Comida típica canadense


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