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Digno de Nota

segunda-feira, 23 de junho de 2014

“RÉQUIEM” (Lauren Oliver)

“Você sabe que não é possível ser feliz
 a não ser que às vezes se sinta infeliz, certo?"

~~~*~~~
(contém spoiler para quem não leu Delírio e Pandemônio)

Lena não é mais a mesma. Endurecida e marcada pelas perdas e constantes lutas, a garota que sonhava com amor e liberdade, agora se vê no centro de uma guerra que logo eclodirá.
Após o resgate de Julian Finemam – filho do líder morto da ASD – os rebeldes retornam para a selva. Mas o refúgio que outrora trazia segurança, agora está repleto de perigos. Com o número de inválidos crescendo e as ações dos rebeldes cada vez mais ousadas, o governo não pode mais ignorar o risco que os grupos dissidentes representam.
Assim, a selva se tornou um território de caça. Reguladores são infiltrados entre os rebeldes e soldados enviados para exterminar qualquer inválido que for encontrado fora dos muros da cidade.

Mesmo enfraquecidos pelo rigor da selva, a falta de recursos e a necessidade de estar em constante movimento, o grupo de Lena está disposto a lutar pela causa com todas as forças. Entretanto, não é só a exaustão do corpo que aflige Lena. Seu inesperado reencontro com Alex não foi como ela esperava. O garoto alegre e tempestuoso que conheceu, deu lugar a um homem amargo, que pouco fala e nunca sorri. Alex é um estranho…
Quando se vê ignorada pelo garoto que ama, Lena se apoia em Julian. A história que viveram também não pode ser esquecida e, talvez, a felicidade esteja a seu lado. Porém, por mais que Lena tente, seus sentimentos por Julian jamais terão a intensidade do que ela sente por Alex. Mas seus conflitos pessoais não são prioridade no momento, Lena precisa focar toda sua atenção na guerra que se avizinha.

Paralelamente, dentro dos muros da cidade válida está Hana – a amiga de infância de Lena. Hana foi curada e está se preparando para casar com o futuro prefeito. Mesmo após a intervenção ela continua pensando em Lena e em sua família. Assolada por sentimentos de remorso, preocupação e pesar, Lena se questiona sobre o efeito de sua intervenção… será que realmente foi curada?
Sua angustia só aumenta quando percebe o tipo de homem com quem irá se casar. Medo e desconfiança passam a fazer parte de sua vida.

Mas a revolução bate à porta, e tanto Lena quanto Hana terão seus ideais colocados a prova. E suas escolhas podem levar a um caminho sem volta…
~~~*~~~
Réquiem – terceiro livro da trilogia Delírio – encerra a série distópica de Lauren Oliver. Desde o primeiro livro tenho a sensação de que falta alguma coisa nessa história... Há muitas questões sem respostas, muitas insinuações e poucos esclarecimentos. Questões importantes são apontadas, mas deixadas em segundo plano ou com uma explicação rasa. Também não compro a ideia desse negócio do amor ser tratado como uma doença contagiosa. O enredo não é ruim, acho bem interessante na verdade, porém o desenvolvimento é superficial.

Nesse volume, a autora narra a história sob dois pontos de vista – o da protagonista Lena e de Hana, personagem que ficou meio esquecida no livro anterior. Gostei da narração em capítulos alternados, pois temos uma visão do que está acontecendo dentro e fora dos muros da cidade. Confesso que os capítulos de Hana não acrescentam muita coisa no enredo, tive a impressão de que a personagem serviu apenas como “muleta” – uma forma de amparar as informações que autora queria passar ao leitor. Ela não faz nada de relevante, apenas nos mostra o que acontece a seu redor.

Réquiem é mais focado nas manobras dos rebeldes. Até o ultimo capitulo eu estava curtindo toda a ação e a curiosidade para saber o que ia acontecer me fez devorar o livro. Entretanto, quando a história terminou sem responder a maioria das questões levantadas, foi um verdadeiro balde de água fria.

Para mim, o final da série foi um anticlímax. Oliver optou por não se comprometer, ou seja, deixou a cargo do leitor imaginar, deduzir ou até intuir o final da história. Fala sério! Ainda não digeri esse arremedo de desfecho. A autora simplesmente não concluiu nenhum dos conflitos introduzidos ao longo da série. Os rebeldes mostram que continuam dispostos a lutar, matar e bancar os terroristas por seus ideais, mas nada fica definido.
Todo o sistema de governo é representado no livro por um simples prefeito, cujo destino não é declarado abertamente, apenas insinuado. É exatamente esse o problema, os eventos são implícitos… sujeitos a interpretações. E foi só isso, todo conflito dos rebeldes contra o tal governo opressor se limitou ao prefeito de uma cidade. rsrs

Agora, a cereja do bolo foi o triângulo amoroso entre Lena, Alex e Julian. Nem vou perder meu tempo tentando explicar a babaquice que foi. Primeiro, qual a finalidade de introduzir um triângulo amoroso se não for desenvolver um desenlace digno?

Enfim, o final é uma tentativa de passar a mensagem de que o futuro é algo indefinido, que está sujeito a mudanças e que depende de nossas escolhas e ações. Lindo na teoria, mas que para mim foi um fiasco.
Quando leio uma série, espero um desfecho que responda no mínimo as questões levantadas pelo próprio autor, e não que apresente apenas o vislumbre de um provável futuro...

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